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O Tabuleiro

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  • 19-10-2017 | 23:38h

O SANTO E A PORCA SE APRESENTA EM JEQUIÉ

No dia 21 de outubro, O Santo e a Porca, peça indicada ao Prêmio Braskem de Teatro 2017 estará em cartaz na cidade de Jequié no Centro de Cultura ACM às 20 horas. O projeto tem o apoio do Circo da Lua, apoio gráfico do Criadouro Soluções Culturais e apoio institucional do Governo do Estado, através do Ocupe Seu Espaço, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

A montagem da Cia. Acordada da obra de Ariano Suassuna traz a cena o teatro de máscaras conhecido como commedia dell’arte que surgiu na Itália no começo do século XVI, que mistura o teatro literário culto com o popular. Um teatro itinerante que se apresentava e se adequava a qualquer espaço, sejam vilas, cidades ou lugarejos na Europa. A peça escrita por Suassuna é uma adaptação da Comedia das Panelas do autor romano Plauto e do Avarento do francês Molière. Os personagens são arquétipos baseados em três categoria, a dos criados, dos patrões e dos enamorados.

O velho avarento, Euricão Engole Cobra, guardou todo dinheiro acumulado em sua vida dentro de uma porca de madeira, enquanto engana a todos em sua volta gritando a todos os cantos que é um pobre miserável. Ele sonha em casar sua única filha com um homem rico e explora sua empregada, mantendo-a apenas com teto e comida. Ele é devoto de Santo Antônio e enxerga a divindade como um herói protetor da sua porca. O velho apresenta todas as características típicas de um vilão, mas é tão bobo em sua forma de agir e enxergar o mundo que o público não consegue odiá-lo, ele faz parte do núcleo dos patrões e sua máscara é conhecida como Pantaleão. O ator Ed Paixão, interprete do personagem, usa como força motriz em sua construção, a imagem do touro bravo que se projeta no corpo e no texto durante todo o espetáculo.

A criada Caroba, interpretada pela atriz Ivana Nístico, é muito esperta e ligeira em suas tramoias, sonha em ter um pedaço de terra para morar com seu par romântico Pinhão e para esse fim, ela joga, manipula e usa as pessoas como marionetes, muito similar ao personagem João Grilo do Auto da Compadecida. O grande desafio da criada é manter as suas mentiras, e na trama, a verdade pode vim à tona num piscar de olhos. Por isso em nenhum momento a personagem relaxa, sempre inventando novas mentiras quando corre perigo de ser descoberta e tudo vim por água baixo. Sua máscara é fundamentada na Colombina.

O criado Pinhão, interpretado pelo ator Mateo Crevatin, segue pelo caminho da máscara do Arlequim, que como práxis na commedia dell’arte, ama Colombina e deseja se casar com ela. Ele é o antagonista do velho Euricão e é aquele que desfere o golpe mais violento no avarento durante a peça.

A história é contada com sete personagens em cena e um músico executando a trilha sonora, os atores também cantam e tocam durante o espetáculo. Nessa nova apresentação, a máscara da personagem Benona, irmã mais nova de Euricão, é assumida pela atriz e diretora Paulina Ojeda que é doutora em Artes Cênicas pela UFBA.

A Cia. Acordada é composta por atores argentinos, chilenos e brasileiros e há dois anos tem trabalhado colaborativamente em todos os setores de produção para chegar ao resultado final.

 

FICHA TÉCNICA:

Direção Geral: Ivana Nistico

Cenografia: Pedro Ivo Carelli e Ed Paixão

Trilha Sonora: Lucas Moreira e Mateo Crevatin

Preparação Vocal: Lucas Moreira

Figurino: Coletivo

Elenco: Paulina Ojeda, Larissa Paixão, Ivana Nistico, Martin Pigni, Lucas Moreira, Ed Paixão, Pedro Ivo Carelli e Mateo Crevatin

Duração: 110 minutos

Classificação: 12 anos

Iluminação: Rafael de Castro

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