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O Tabuleiro

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  • 21-02-2018 | 03:46h

Área verde, sim!

Área verde, sim!

O direito à cidade é exercido quando pessoas se unem para dar nova forma a um processo de urbanização que sinalize o quanto a população será prejudicada. É o direito de participar da decisão do poder público no ordenamento da cidade. A alteração das leis não pode acontecer de forma que beneficie poucos e prejudique muitos.

Assim, quero lembrar a importância de que estar eleito para gerir uma cidade, ainda que possa tomar algumas decisões, um gestor comprometido com o respeito à democracia, deve fazer o seu governo transparente e participativo. Também, aqueles eleitos para representar o povo, que são os vereadores, devem atender aos anseios da população e não do prefeito. Dessa forma, qualquer votação que possa implicar em prejudicar a qualidade de vida da população deve acontecer após consulta pública.

O governo do nosso município, anunciou a doação de área verde do loteamento I do Bairro Jardim Atlântico, para construção de novas instalações do fórum e atender também ao Ministério Público. Não entendi, ainda, porque mesmo com a saída dos cartórios, aquela edificação imponente tem que ser descartada, ao invés de reformada.

A outra questão a ser analisada é que, no meu ponto de vista, aquela área do Bairro Jardim Atlântico, totalmente residencial, não comporta esse equipamento, pois naturalmente que descentralizar serviços públicos, exige um mínimo de estudos, como por exemplo um Plano de Mobilidade Urbano, a atualização do Plano Municipal de Desenvolvimento Urbano, cujo prazo de atualização está vencido desde novembro de 2016, respeito ao Estatuto da Cidade, respeito à Lei de Uso e Ocupação do Solo e acima de tudo, respeito aos moradores do local.

Basta pensarmos em espaço para estacionamento, para outros prédios públicos, empresa de correios, agências bancárias, restaurantes, escritórios e, ainda que, grande parte da população mora na zona Norte, para perceber que a gestão do município não pode sem planejar, tomar decisões que ao invés de solução, traga mais problemas, e ainda, que o órgão judiciário venha ter bom senso fazendo prevalecer a justiça não aceitando essa oferta, é o que eu acredito.

Quero crer, ainda, que a gestão do nosso município foi induzida a este grande equívoco e que, os nossos legisladores, não votarão favorável a mudança do uso da área verde para instalação de qualquer equipamento, que não seja uma linda Praça, o que poderá se tornar realidade com a ajuda dos próprios moradores e empresários ao poder público.

O Instituto Nossa Ilhéus, compõe com outras instituições a Rede Brasileira por Cidades, as quais entendem que “As cidades para serem vivas e democráticas, precisam oferecer mobilidade urbana de qualidade para seus cidadãos e cidadãs, e também incentivá-las a ocupar os espaços públicos, trocando ideias e experiências de como construir uma cidade mais justa, democrática e cidadã, promovendo o debate sobre temas diversos como sustentabilidade, democracia, direitos, igualdade, raça, gênero, agricultura urbana e gestão solidária de resíduos sólidos.”

A população aguarda, prefeito, que o Senhor volte atrás nessa pretensão e anuncie que estará atendendo à reivindicação da população. Uma cidade para melhor qualidade de vida da população deve ser planejada com a participação do povo.

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Maria do Socorro Mendonça
Maria do Socorro Mendonça

Maria do Socorro Mendonça é empreendedora social Ashoka, empreendedora cívica RAPS e Diretora Presidente do Instituto Nossa Ilhéus. Email: [email protected]

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