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O Tabuleiro

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  • 21-05-2018 | 17:57h

Coletividade, sempre

Coletividade, sempre

Quando assumi a secretaria da cultura a primeira coisa que eu fiz foi apresentar um planejamento exequível que fosse pautado em quatro linhas de ação. A primeira linha batizamos de Pró-Fomento. E isso passa pela atual legislação cultural do Município. Assim, junto a Procuradoria do Município e o Executivo encaminhamos a Lei do Sistema Municipal da Cultura – SMC - para a Câmara de Vereadores. Nos próximos dias deve ser votada e, finalmente, teremos, de fato, um Sistema de Cultura estruturado em nosso Munícipio. Para que ele funcione, precisaremos revisar a lei do Fundo Municipal de Cultura - FMC - que desde sua criação recebeu recursos apenas em 2012 e em 2017. O FMC é o principal financiador do SMC.

A segunda linha estará voltada exclusivamente para a Cultura Inclusiva, também chamada de INCULT. E por ela passarão editais, sobretudo o inédito Cultura Livre, pensado para pequenas ações em diversas manifestações culturais, entre elas, o Hip Hop, escolhido neste edital como uma linguagem e não como uma ação transversal em dança ou música, por exemplo.
A terceira linha de ação está centrada no empoderamento dos agentes e grupos culturais a partir de um programa de empreendedorismo cultural que apelidamos de EMPREENDERCULT. Em parceria com o SEBRAE, em breve, apresentaremos um plano de trabalho desta iniciativa que consiste em capacitação, estímulo à criação de novos produtos culturais, institucionalização de grupos, formação e constituição de redes colaborativas.

E a quarta e última linha de ação tem como premissa o fortalecimento da história do Município e de seus munícipes em parceria com órgãos e instituições importantes como o Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus, a Academia de Letras, o CEDOC/UESC, entre outros. Esta linha estamos intitulando de Pró-Memória.

A segunda coisa, depois do planejamento, foi conversar com artistas, produtores culturais e demais fazedores da cultura do nosso Município através das Rodas de Conversas com vários segmentos. Entre eles, a música, o teatro, a capoeira e a cultura popular. As rodas apontaram direcionamentos e muitos encaminhamentos, entre eles, a retomada do Projeto Seis e Meia e o Edital Manoel Barreto, previstos para o próximo semestre, o Concurso de Poesia Castro Alves, o Edital Cultura Livre e o Edital Tempo de Cultura, lançados recentemente e a promoção da Festa Literária de Ilhéus, ao lado da Fundação Pedro Calmon, a Editus e a Academia de Letras de Ilhéus.

Vale salientar que a instituição do Credenciamento de Artistas e Bandas, lançado no ano passado e repetido este ano tornou-se feito inédito em Ilhéus, permitindo a participação de bandas e artistas que sequer tinham chance de tocar no carnaval do Município. O Credenciamento permitiu a participação igualitária de vários artistas, possibilitando o investimento de mais de 100 mil reais em músicos locais, com cachês decentes, bem acima dos valores que governos anteriores costumavam pagar.

Experiências que deram certo na Cultura e que facilitem a vida da comunidade cultural serão SIM adaptadas à nossa realidade. Tudo que surgir para FORTALECER, FOMENTAR, EMPREENDER, será bem-vindo. Faremos como Márcio Meirelles fez ao assumir a Secult/BA, em 2007: Descentralizar e Democratizar os recursos. Chega de poucos sempre quererem ganhar muito ou se locupletar das verbas públicas. Estes só vivem de editais com recursos fartos para fazer valer a máxima “farinha pouca, meu pirão primeiro”. A verdade é que ajudar a quem não tem acesso, parece incomodar mais. É preciso trazer à tona novos atores sociais para a cena cultural. E isso a gente só consegue fazer se descentralizar e democratizar recursos.

Estaremos sempre em busca de “novos modelos de Política Pública para a Cultura”, desde que eles não se submetam ao egoísmo, nem tampouco à individualidade de atores nocivos e fechados ao diálogo e à capacidade de construir junto. ATENÇÃO! Toda crítica construtiva, apartidária, não preconceituosa, será bem recebida.

Por fim, não podemos esquecer que a grande maioria dos agentes, produtores, pesquisadores e fazedores da Cultura foram responsáveis pela criação dos instrumentos e das instâncias que hoje regem o Sistema Municipal de Cultura de Ilhéus. Houve uma participação gigante da sociedade e de todas as manifestações culturais existentes.

De uma coisa tenho certeza: Eu e todos que acreditam na coletividade, no bem comum, numa política cultural participativa continuarão lutando por uma Cultura Livre!

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Pawlo Cidade é escritor, ativista cultural e Secretário Municipal de Cultura de Ilhéus. E-mail pawlocidade@msn.com

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