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  • 21-05-2018 | 17:58h

Dia do Trabalhador: o que se comemorar?

Dia do Trabalhador: o que se comemorar?

O que se comemorar nesta data, dia 1º de maio, dia do trabalhador? Antes de falarmos a origem, e quais os motivos que levaram a ser escolhido esse dia, é muito importante que questionemos algumas condições de ser trabalhador, a responsabilidade e a postura que se tem atualmente perante o trabalho.

O que realmente estamos comemorando? Quem está sendo beneficiado nesse dia? Temos mesmo algo a comemorar? Porém, antes de qualquer coisa, devemos relembrar os motivos que levaram o dia 1º de maio a ser escolhido como o dia do trabalhador.

O Dia do Trabalhador é comemorado internacionalmente, vários países celebram essa mesma data. Na Igreja Católica, é o dia de São José Operário, o Santo Padroeiro dos trabalhadores. Mas, vamos a parte histórica da data:


Em 1886, na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, os trabalhadores realizaram uma manifestação que tinha como objetivo principal reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias, e teve a participação de milhares de trabalhadores. Era o dia 1º de maio, e nesse mesmo dia, teve início uma greve geral em todo País.

No dia 3 de maio, um confronto entre trabalhadores e a polícia, teve como consequência a morte de alguns manifestantes. No dia 4 de maio, um grande protesto foi organizado pelos trabalhadores, como respostas aos dias anteriores, sendo que um pessoa que fazia parte do grupo dos trabalhadores, lançou uma bomba ao meio dos policiais, que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes da policia, que no mesmo instante abriu fogo sobre a multidão, matando 12 pessoas e ferindo dezenas delas.

Esse acontecimento, fico conhecido como a Revolta de Haymarket. Três anos depois, em 20 de junho de 1889, a Segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, decidiu por proposta de Raymond Lavigne, convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago.

Claro que, sabermos da história em relação a data comemorativa, do dia do Trabalhador, é muito importante. No entanto acredito, que a melhor forma decomemorar o Dia do Trabalhador não se resume em uma simples data, em que nada se discute, ao contrário, é um dia de descanso onde, os homens e as mulheres, trabalhadoras, aproveitam para irem a praia, passearem, fazerem churrascos e não se preocupam em fazerem assembleias que venham a discutir as implicações das novas normas do trabalho, suas novas condições de trabalho.

Não quero dizer que esses trabalhadores que preferem o lazer estão errados, claro que não!  É que o Brasil, atravessa uma das suas maiores crises política e econômica, estamos vivenciando uma ampla reforma na legislação trabalhista e que afeta a todos os trabalhadores, sabemos que a legislação já tem mais de meio século, e precisa de ajustes, no entanto existem pontos que não foram discutidos, por isso, a rejeição, por parte dos trabalhadores é muito grande, principalmente pelo fato de que às Leis Trabalhistas foram aprovada por uma classe política totalmente desacreditada pela população. Enquanto no século XIX, homens e mulheres lutaram pela reivindicação da diminuição de 13 para 8 horas de trabalho, no Brasil, 130 anos depois, os governantes apresentam, ironicamente, uma reforma trabalhista que, entre outras coisas, amplia a jornada de trabalho de 8 para 12 horas diárias.


É de se imaginar que toda reforma trabalhista deve ter como ponto primordial, o não retrocesso social. As mudanças, na Lei, podem ser necessárias, o que não se concebe é a diminuição do patamar civilizatório mínimo de toda matéria trabalhista, conquistada ao longo dos anos em nosso país. Principalmente nesse momento em que estamos passando, com essa grave crise econômica, onde os direitos e garantias dos trabalhadores, não deveriam ser diminuídos, mas sim ampliados, para a segurança da sua sobrevivência.

Essa conversa política de que a reforma trabalhista é necessária para salvaguardar a nossa economia e gerar mais empregos, é totalmente falaciosa e mentirosa. Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), diminuir a proteção dos trabalhadores não contribui para a criação de novos postos de trabalho e não possui capacidade de reduzir as taxas de desemprego.

No que podemos concluir, que essa reforma trabalhista não é um mecanismo eficaz para a criação de novos empregos, na verdade vai tornar a situação dos trabalhadores brasileiros mais difíceis, principalmente nesse nosso momento econômico-social tão conturbado.

Na verdade, toda essa reforma poderá agravar a situação econômica do trabalhador, diminuindo a sua renda, aumentando a miséria e promovendo uma nova exclusão social, atingindo ao consumo e minimizando o crescimento econômico do Brasil. Por esse e outros motivos, é que ficamos a nos perguntar: Dia do Trabalhador: O que se comemorar??

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Maria Reis Gonçalves (Tia Nem)

Psicóloga formada na Faculdade Salesiana de Vitória.

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