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O Tabuleiro

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  • 27-05-2018 | 18:38h

Entre a Escola e o Presídio

Entre a Escola e o Presídio

Nas últimas semanas, o tema Segurança Pública ocupou os espaços de todas as mídias e rodas de conversa. A intervenção militar no Rio de Janeiro, a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública e a nomeação de um general para comandar o Ministério da Defesa alimentaram o noticiário.

Ser contrário, a medidas que venha reduzir a violência, é ser insano, mas questionar sobre essas medidas e metodologias utilizadas, é ser cidadão.

Considero, que os mesmos esforços que os três poderes tem adotado de forma rápida, deveria fazer também para melhorar a qualidade da educação.

O mapa da violência no Brasil publicado no ano passado, afirma que há uma relação direta entre a taxa de homicídios e  evasão escolar. Os estados de Alagoas e Bahia, possuem  as maiores taxas de homicídios e  a pior Educação do Brasil.

No último dia 28, o Banco Mundial publicou o relatório sobre a Educação em 200 países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento) onde  aponta  que, seguindo o que tem sido feito nas últimas décadas, o Brasil  vai demorar 75 anos para seus alunos atingirem o nível de aprendizagem em matemática igual dos países desenvolvidos.

Para atingir o nível educacional em Leitura, o Brasil vai demorar 260 anos. Isso mesmo, 260 anos para nossos alunos terem um nível de leitura reconhecida internacionalmente.

O que isso tem haver com a violência? Tudo. O investimento em educação de qualidade reflete diretamente na saúde e inclusão social e econômica dos jovens e seus familiares.

Se os presídios estão superlotados é por que a Escola não tem cumprido seu papel social. Valorizar  e reconhecer socialmente o professor, é um dos caminhos.

Se os presídios não recuperam, imaginem educar em escolas acabadas, desestruturadas e descontextualizadas fisicamente. A arquitetura escolar,  influencia diretamente na permanência e aprendizagem dos alunos.

A lei de responsabilidade educacional que transita há mais de cinco anos no congresso precisa ser aprovada, para que os governantes estaduais e municipais respondam civil e penalmente pelos resultados educacionais.

Enquanto um preso custar 11 vezes mais que um aluno, esperaremos 260 anos para termos alunos leitores, e assim sendo, não será Ministério Extraordinário e intervenções militares que resolverão os problemas estruturantes que geram a violência e insegurança na população. A opção entre a Escola e o Presídio é imposto  pelo sistema. Que fiquemos alertas !

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Prof. Reinaldo Soares
Prof. Reinaldo Soares

Reinaldo Soares é Mestre em Cultura e Turismo pela UESC/UFBA, Ex- Presidente do Conselho Municipal de Educação de Ilhéus- Diretor do IBEC, Palestrante, Professor da Pós-Graduação da FACSA/IBEC e do Colégio Estadual Professora Horizontina Conceição.  E-mail: [email protected]

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