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O Tabuleiro

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  • 20-10-2017 | 02:58h

Gestão Up!

Gestão Up!

No início desta semana ouvi o professor de Gestão Cultural, Américo Córdula, falar com riquezas de detalhes sobre o desmantelamento do Ministério da Cultura. Mais triste ainda foi ouvir que os recursos destinados à pasta federal, em 2018, serão os menores dos últimos anos. A nível nacional isto significa redução drástica em possibilidades de convênios e editais, com autarquias beirando o colapso. 2018, para a Cultura em âmbito federal, promete ser pior que 2017, já que este foi pior que 2016.

Mas isto influencia na gestão cultural municipal? Sim, caso o gestor local esteja esperando o repasse fundo a fundo, previsto no Sistema Nacional de Cultura. Por outro lado, com mais ou menos recursos no MinC, em nada vai impedir do Município avançar nas políticas culturais. Nossa principal preocupação é a municipalização da Cultura, é fazer, como bem disse o Américo, “a lição de casa”. E isso a Cultura tem feito em 2.500 municípios brasileiros que assinaram o protocolo de intenções com o governo federal.

O gestor cultural deve se preparar para fazer o sistema funcionar, pensando na desconcentração e na democratização dos recursos. Deve pensar num trabalho em que cidade e campo, centro e periferia, sem que seja necessariamente nesta ordem, sejam protagonistas das atividades que serão fomentadas. Cultura é uma pasta estratégica que influencia em qualquer segmento. Melhor, a Cultura modifica e permite ressignificados. Você consegue “desaplanar”, como na obra homônima de Nick Sousanis.

Encontros, seminários, cursos, oficinas, workshops são fundamentais para dar um up na categoria. Servem como injeção de ânimo quando bem pensados, bem executados e bem produzidos. Melhor ainda quando servem de reflexão, provocando mudanças de comportamento e ideias. Cultura deve ser construída com planejamento, apontando metas, diretrizes, princípios e objetivos. Suas ações não devem ser gratuitas, precisam ser canalizadas, com mensagens diretas ou, quando for o caso, subliminares.

Cultura gera riquezas, emprego, renda. Representa, aproximadamente, 4% do PIB do país. Entretanto, é preciso definir melhor os eixos que medem os empreendimentos culturais e a mão de obra do setor cultural. É preciso medir também os investimentos públicos nas cadeias produtivas da música, dos museus, do patrimônio, dos games, do mercado editorial, do teatro, do audiovisual e muitos outros. A Cultura promove inclusão social e desenvolvimento humano. Mais do que produtos e serviços – tal qual a economia criativa – ela se preocupa com a experiência tanto de quem faz como de quem consome.

*Pawlo Cidade é escritor e ativista cultural. E-mail pawlocidade@msn.com

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