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O Tabuleiro

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  • 15-12-2017 | 17:55h

Ilhéus, 03 de Outubro de 2017. E aí?

Ilhéus, 03 de Outubro de 2017. E aí?

Neste três de outubro de 2017, completa doze meses da vitória dos atuais governantes com uma votação de 36.019 votos, correspondendo a 41% dos votos válidos.

Com dois meses de transição e nove meses de posse, a lua de mel pós-eleitoral já não mais existe.

Aos 36 mil eleitores, esperava-se uma nova forma de governar, o que aumentou a expectativa, quando os eleitos falaram que iria compor um governo político-técnico. Em dois meses de governo, tivemos a renúncia da Secretária de Saúde, do Secretário de Administração e do Procurador Geral. Ficamos cinco meses com um Secretário interino na Saúde, área que foi o lema da campanha do candidato eleito.

Passado esse tempo, não visualizamos nenhuma ação planejada para os diversos setores da cidade. De novidade, apenas a retomada do diálogo e o respectivo aumento para os servidores, fora isso, vivenciamos  as mesmas mazelas na Saúde, Educação, Assistência Social, Mobilidade urbana e geração de emprego e renda.

Uma cidade como Ilhéus, com quase 200 mil habitantes e uma história inspiradora, não pode se limitar a discutir apenas por quase quatro meses o fechamento da usina asfáltica para tapar os buracos ou a pintura de meio fio.

Se ações estruturantes não foram feitos por conta do tempo, o que eu concordo, pelo menos que  apresentasse os projetos que serão concretizados.  A reforma  administrativa enviada para Câmara, levou seis meses para ser aprovada e sancionada,  para depois ser questionada pelo Ministério Público. As seleções públicas para contratação na Educação e Assistência Social, só foram realizadas cinco meses depois e que em seguida  foi suspensa pela justiça.

Os noticiários locais não cansam de informar os acordos para composição do secretariado por pessoas de grupos políticos diversos, que prioriza apenas as eleições de 2018 e não a governança da cidade.

Presenciamos a perpetuação de um modelo político falido, embasado em uma ampla coalisão que visa apenas os resultados eleitorais e não os resultados de uma governança para a cidade.

Já dizia Nelson Rodrigues, que toda a unanimidade é burra. Mesmo assim, temos uma câmara de vereadores, onde 100% dos Vereadores apoia a gestão, destacando-se os vereadores eleitos na oposição dos partidos PP, PDT, PMDB, PSB, PRB e PT.

No período de transição, os eleitos soltaram uma nota, contrária ao aumento dos salários para Prefeito, Vice e Secretários.  Quatro meses depois de empossados, a Câmara aprova por unanimidade esse aumento e o Prefeito não veta, pelo contrário, sanciona e o seu vice, nada declara.

Desejamos muito mais para Ilhéus do que intenções, promessas vãs e propaganda. Como alguém que acredita na capacidade do ser humano de se reinventar e se transformar para transformar, espero que no próximo 3 de outubro de 2018, as ações tenham mudado e meu texto reflita uma realidade diferente, até lá, irei relatar a situação de cada setor do governo com objetivo de alertar para tomada de novos rumos e caminhos, afinal, quem não luta pelo futuro que deseja, tem que aceitar o futuro que vier.

Reinaldo Soares é Mestre em Cultura e Turismo pela UESC/UFBA, Ex- Presidente do Conselho Municipal de Educação de Ilhéus- Diretor do IBEC, Palestrante, Professor da Pós-Graduação da FACSA/IBEC e do Colégio Estadual Professora Horizontina Conceição.  E-mail: [email protected]

 

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Reinaldo Soares é Mestre em Cultura e Turismo pela UESC/UFBA, Ex- Presidente do Conselho Municipal de Educação de Ilhéus- Diretor do IBEC, Palestrante, Professor da Pós-Graduação da FACSA/IBEC e do Colégio Estadual Professora Horizontina Conceição.  E-mail: [email protected]