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O Tabuleiro

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  • 19-11-2017 | 22:12h

Minha Ilhéus

Minha Ilhéus

Ilhéus é uma cidade muito peculiar, não só pelas localidades que são batizadas pelo povo, mas por suas belezas naturais. Do Alto da Conquista, se você olha para a Princesa Isabel pode enxergar a Jamaica. Claro que não estou falando daquele país africano, mas, do alto que fica logo abaixo. Se em dia de jogo do Colo-Colo – que também é nome de clube chileno - resolve entrar pelo portão da arquibancada do Estádio Mário Pessoa tem que passar primeiro pela capital do México. Ou você não sabia que aquela praça em frente ao estádio se chamou primeiro Guadalajara em homenagem ao tricampeonato brasileiro naquele país?

Tenho certeza que a turma do Iguape sabe de um beco no bairro que todo mundo conhece como “Beco do Corre Nu” que não tem nada a ver com a travessa Padre Anchieta, na Avenida Soares Lopes, que já foi chamado de “Beco do Esfrega” onde uma menina certa vez me disse: “Dê Ká um cheiro” que hoje “Eu tô legal”com essa “Galera” massa! Só que mais tarde, quando não tinha mais ninguém eu gritei: “Borimbora”? Amanhã vai rolar um “Pic-Nic” e me dei conta que havíamos falado o nome dos blocos mais legais que Ilhéus já teve.

E a escadaria que leva ao Alto José das Neves, também conhecida como a capital de Fortaleza, Ceará, de Sétimo Céu? Só que aqui, o significado não é o de estar num estado de felicidade plena ou no paraíso como definem assim os muçulmanos. “Sétimo Céu” é porque subir aquelas escadas dá realmente a sensação que você vai entrar no céu!

Agora, se você perguntar a qualquer taxista como fazer para chegar a Rua Esperanto Perolato, se quebrou. “Como?!” Mas se você disser que ela é mais conhecida como Rua do Cano, o cabra te deixa na porta. E, se tiver na cozinha, preparando o almoço não misture Cominho com Corante, porque uma coisa é ir na Barra e a outra é se perder no bairro Nelson Costa. Eu sempre me atrapalho. Mas sei que Cominho eu acho na Barra e Corante tem de sobra no Nelson Costa. Todavia, se tiver vontade de comer um acarajé, menino, não diga que vai na praça Castro Alves que vão te dizer que você é louco! Melhor falar que vai na “pracinha da Irene” que a turma vai querer ir com você.

E quem disse que o Iraque não é aqui? É só chegar no Banco da Vitória, onde se diz que a Rainha Vitória em visita a capitania de Ilhéus, se sentou num banco para descansar, à margem do Rio Cachoeira. No Banco de Vitória, tem o Iraque, que fica no alto, que nasceu de uma invasão no mesmo dia em que os Estados Unidos invadiram Bagdá.

Por fim, não se espante, se ver o Exército no mar e a Marinha na terra; ou se a estátua do Cristo Redentor estiver de costas para a cidade porque quando surgiram eram outros tempos. Afinal, uma cidade que possui a réplica do Palácio do Catete (qualquer semelhança com o Colégio Impacto não será mera coincidência), uma avenida concebida por Burle Marx, uma Catedral suntuosa que levou 30 anos para ser construída e um sítio histórico onde ocorreu a primeira greve por direitos trabalhistas do país não é uma cidadezinha qualquer. É Ilhéus!

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Pawlo Cidade é escritor e ativista cultural. E-mail [email protected]

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