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O Tabuleiro

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  • 20-04-2018 | 03:58h

O que será da saúde de Ilhéus?

O que será da saúde de Ilhéus?

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Amanhã estará sendo inaugurado o novo hospital, cujo nome é Hospital Costa do Cacau. Em torno dessa obra e com tanta riqueza de promessas e pobreza de realizações no interior do Estado, estamos assistindo à comemoração daquilo que deveríamos lamentar. Fico a imaginar o quanto está custando toda a publicidade em torno dessa inauguração e entristeço. Devemos lembrar que, apesar das instalações parecerem nas propagandas, de excelente qualidade, que:

1 - O hospital atenderá a demanda de abrangência regional e não apenas Ilhéus;

2 – Só serão atendidos casos de média e alta complexidade, encaminhados pelas UPA´s que são Unidades de Pronto Atendimento e não temos ou que cheguem via SAMU;

Segundo o Secretário de Saúde do Estado “No caso do município de Ilhéus, este deverá providenciar a ampliação da cobertura de atenção básica da saúde (reabrir postos de saúde) e contratar serviços de urgência de baixa complexidade 24h na sede do município, para atendimento da sua população”. Essas medidas foram tomadas?

3 –  Enquanto a reforma do Hospital Regional que o governo promete vem ser, uma unidade de atendimento materno infantil, onde será o atendimento para crianças, se o Secretário de Saúde informa que “O Hospital da Costa do Cacau absorverá todos os serviços de média e alta complexidade hoje disponíveis no Hospital Luiz Viana Filho, com exceção da pediatria”.

Ouvi e li várias declarações, mas eu mesma precisei acompanhar uma pessoa da família que literalmente quebrou o pulso no domingo e, a COTI não tinha plantão de ortopedia. Fomos ao hospital PAI e mesmo com convênio, não tinha o profissional de ortopedia. Fomos atendidos no hospital regional com toda a deficiência possível de existir. Um horror. O resultado foi ir para Salvador, mas quem não tem essa condição? Mais uma vez, segundo o Secretário de Saúde do Estado “Durante o período de obras, a Prefeitura de Ilhéus garantirá a abertura de dois ambulatórios de pediatria; a ampliação do atendimento de urgências clínicas e ortopédicas 24h no Hospital São José e na Clínica COCI; o credenciamento de serviço de urgência e internação pediátricas 24 horas na sede do município; além de incremento financeiro e renovação do serviço de obstetrícia da Maternidade Santa Helena por mais um ano”. Será?

No meu entendimento, deveremos comemorar quando nosso município e a Região estiverem fechando hospitais por falta de demanda, já que ações de prevenção nas áreas ambiental, de educação, cultura, empreendedorismo, contribuem para evitar problemas na área de saúde sejam evitados, já que existirá água tratada para todos, esgotos coletados, rios restaurados. Também teremos uma população consciente do seu papel no exercício da cidadania frutos de uma boa educação e vivenciando projetos culturais que ensina a enxergar, até do fomento ao empreendedorismo que é capaz de tirar pessoas da marginalidade. Assim poderemos comemorar. Por enquanto, estão nos convidando a comemorar que mais pessoas irão adoecer e morrer precocemente, dependente de uma política que faz a população cada vez mais subserviente.

Como sairemos dessa situação? Conhecendo! O conhecimento vem por meio da educação que ensina a ler e escrever e da cultura que ensina a enxergar.

Qualidade de vida é mensurada pela quantidade, de leitos hospitalares, crianças fora da escola, celas construídas, imóveis na zona urbana e rural sem ter à disposição, água tratada e rede de esgoto, desmatamento, Rios poluídos e cemitérios construídos.

Senhores políticos, parem de comemorar construção de hospital e este não é nosso. Apenas está no nosso território. Comemoremos a vida. Vamos cuidar do saneamento básico para começar.

 

 

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Resposta de Braulio Dantas

Pediatra no regional já não tinha. Perdi as contas de quantas vezes de madrugada chegamos e tivemos que ouvir que teríamos que esperar até as 07:00 do dia seguinte. Aposto que vai continuar não tendo. A fita da obra está cortada, temos aí mais um belo e super-moderno prédio público equipado com tudo que o povo precisa pra ter serviços de primeira, né mesmo? Resta-nos saber se vai ter esparadrapo e se vamos ter os profissionais de saúde e horários de agendamento que precisamos lá dentro. Quanto às unidades básicas de saúde, continuam precárias. Você vai na unidade do bairro, te mandam pra outra maior. Você vai na maior, te falam que você tem que procurar a do bairro. Você vai noutra, está fechada, tem horário pra pegar fila pra agendar. Te fazem perder uma manhã numa fila com senha pra agendar (sem garantia de se conseguir a senha...), como se quem estivesse doente pudesse marcar hora para alguma coisa. Aí o que é básico vira urgência e sobrecarrega o sistema com procedimentos muito mais caros e complicados, especialidade do nosso sistema porque parece que é o que dá mais votos.

★★★★★ Em 17-12-2017 às 00-34h Responder 5
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Maria do Socorro Mendonça
Maria do Socorro Mendonça

Maria do Socorro Mendonça é empreendedora social Ashoka, empreendedora cívica RAPS e Diretora Presidente do Instituto Nossa Ilhéus. Email: [email protected]

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