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O Tabuleiro

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  • 21-05-2018 | 17:58h

Pérolas aos Porcos

Pérolas aos Porcos

Tenho trechos de um livro inédito que resolvi compartilhar no facebook. Dei-lhe o nome provisório de “Pérolas aos Porcos”. Dos comentários que até o momento recebi, um deles, de uma amiga muito querida, colega da faculdade, durante o período que eu resolvi ser pedagogo, diz assim: “Gostei da página, das pérolas maravilhosas, das entrelinhas entrecortando o pensamento. A inspiração, velha conhecida, maturou pro abstrato único, incomparável. Mas esse título...tsc,tsc,tsc. Curti a ideia. Não curti o título. Há muito te curto. Adoro pérolas. E, definitivamente, não pertenço à categoria destinada”.

Querida leitora, não tenho nenhuma dúvida que você não pertence à categoria dos porcos. Eles, são, em gênero, número e grau, a escória da sociedade. E olha que não me refiro aqui, literalmente, aos porcos. E você compreendeu isso muito bem. Estes animais que preferem a lama como seu habitat natural são, infelizmente, igualados a uma categoria imunda da sociedade. Falo, sem nenhum arrodeio, dos ignorantes, dos diz-que-diz, traidores, racistas, intolerantes, oportunistas, egoístas, orgulhosos, gulosos, invejosos e sabe-se lá mais o quê. Falo ainda, minha amiga, dos falsos amigos, dos lobos em pele de cordeiro, do político quaternário – aquele que de quatro em quatro anos aparece para lhe dar um tapinha nas costas. Falo dos falsos profetas, dos pseudos moralistas, assassinos, ladrões, estupradores, da classe opressora, do movimento claramente partidário, do texto panfletário que tentam lhe empurrar goela abaixo e da política capitalista. Decerto, este livro poderia ser é dedicado à eles. Mas aí seria sim dar pérolas aos porcos.

Pérolas aos Porcos é um livro de reflexões. Não, é um livro de poemas ou de pensamentos. Na verdade, não sei ainda o que ele é. Pode, em algum momento, ser prosa. É possível que o publique, mais cedo ou mais tarde. Talvez quando, de fato, ele estiver maduro. “Pérolas” talvez fosse um título pretencioso. Afinal, depois de escrito, ele não pertencerá mais a mim. É um livro dedicado aos sábios, como você. É um livro para ser compartilhado. Foi escrito, numa noite de chuva, embaixo de uma árvore centenária, num dia frio e incomum de primavera. É um jogo de palavras, cômico, trágico, como coração disparado, tal qual, cavalo desembestado: “A cabeça não pensa, entra. A cabeça não rola, chora”. É um livro direto, com pensamentos livres, que descomplica coisas complicadas: “Se uma metade diz sim e a outra diz não, não pule da ponte, não corte os pulsos, não entre em pânico. Se uma metade diz sim e a outra diz não, uma moeda resolve tudo”.

Amiga, obrigado por suas palavras sinceras. Lembre-se, as estradas podem levar à vários caminhos, mas quem decide segui-los é você. Prometo pensar num título diferente. Entretanto, me vem um outro pensamento que eu traduzo aqui no poema “Individualidade” que diz:

“A metade da cara metade,

Não é a metade da metade do cara

Que você queria que fosse.

Cara metade, metade do cara.

A sua escova, não é a escova dele...”

Um grande beijo, minha amiga.

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Pawlo Cidade é escritor, ativista cultural e Secretário Municipal de Cultura de Ilhéus. E-mail pawlocidade@msn.com

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