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O Tabuleiro

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  • 27-06-2017 | 16:01h

TÉCNICO OU POLÍTICO?

TÉCNICO OU POLÍTICO?

Não sou político. Sou técnico. Entretanto, nas minhas ações técnicas muitas vezes preciso ser político, sobretudo na tomada de decisões. Embora tentemos dissociar o político do técnico, eles sempre acabam se cruzando em algum momento. Por isso não dá para afirmar que um gestor de cultura é essencialmente um técnico, sobretudo quando ele está a serviço de um governo. Mesmo os gestores culturais da iniciativa privada são políticos quando organizam sua programação, quando decidem a pauta de um espetáculo ou promovem uma exposição de artes plásticas pensando num determinado público alvo. “A palavra política não se limita a atividade exercida pelos membros dos poderes executivo e legislativo. Política é toda e qualquer forma de relacionamento”, argumenta a blogueira Edna Araújo. O significado aqui de político ganha uma conotação diferente. O político é, como afirma Edna, “aquele que se relaciona e que participa”.

Sendo assim, antes de ser técnico, pela qualificação ou formação, sou também político. Esqueçamos a simbologia com o indivíduo que faz da política uma profissão e se perpetua no poder. Todavia se focarmos na ciência política aí sim chegaremos na forma de atuação dos governos em relação a determinados temas sociais e econômicos de interesse público: política educacional, política salarial, política de segurança, política ambiental e, claro, a política cultural! Esta última tenta se firmar com a implantação dos Sistemas de Cultura, através de instâncias de gestão, como o Conselho de Cultura, a Secretaria de Cultura, as Conferências, os Sistemas Setoriais e os instrumentos que ajudam na organização da Cultura no Município como o Plano de Cultura, o Fundo de Cultura, o programa de qualificação e formação e o Sistema de Informações e indicadores que pode ser criado na mesma lei de criação do Plano.

Diante desta formatação é possível organizar o setor cultural? É possível desenvolver uma política pública que descentralize, desconcentre e equalize os recursos da Cultura? Reza a lenda que os artistas são avessos a qualquer ingerência do Estado e quem propaga isso pode ter lá suas razões, já que lidar com o ego criativo pode não ser uma tarefa fácil. Mas também é um falso mito afirmar que o fomento à Cultura inibe a criatividade e reduz a qualidade do produto ou do serviço cultural. Fala sério! Investimento atrai criatividade. Qual é o artista que não se torna mais criativo quando sabe que suas contas diárias já estão pagas? Vamos parar com o discurso de que a Cultura rouba recursos de economias pobres! Quem foi que preconizou que quanto menos Cultura, mais recursos para o Estado? Para que contingenciar de quem não se tem? Para que tirar se nem se quer colocou?

Políticos, acordem! Cultura é pasta estratégica, é  transversalidade com a Educação, com o Social, com a Segurança, o Esporte, o Meio Ambiente, a Saúde! Se a Educação ensina a ler e a escrever, a Cultura ensina a pensar. Se a saúde cuida dos males do corpo a Cultura cuida dos males da alma! Não é poesia, não é jogo de palavras, não são frases de efeito. São fatos, indicadores, referências! Quanto mais oficinas de arte, quanto mais cursos culturais, quanto mais grupos culturais criados, quanto mais projetos e programas para jovens em situação de vulnerabilidade social, menos violência, menos droga, menos desentendimentos domésticos, menos bandidos nas ruas!

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