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O Tabuleiro

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  • 22-01-2018 | 08:17h

Temos produtos Culturais

Temos produtos Culturais

O que é um produto cultural? Em linhas gerais, num conceito bem direto, eu diria que produto cultural é aquele bem cultural resultante de um projeto cultural. Ponto. Existem milhares de produtos culturais. Alguns, em menor escala, outros em formatos gigantescos, como, por exemplo uma escola de samba do Rio de Janeiro que é resultado de um projeto. O mesmo para o reisado de Olivença. Embora, menor, no sentido de volume, não o difere da escola de samba, pois, ambos são produtos culturais.

Pergunta 1: Quais são os produtos culturais de Ilhéus?

Pergunta 2: Existem produtos culturais em Ilhéus inovadores?

Pergunta 3: Que tipos de produtos culturais podemos criar em Ilhéus?

Bem, já falei em outro artigo sobre a nossa diversidade cultural, não como conceito, mas como produto. E citei inúmeros que vão desde o patrimônio material até o imaterial. Assim, respondo à questão número 1 e exemplifico com os blocos afros, o reisado, a puxada do mastro e o bumba-meu-boi de Urucutuca, uma localidade do Município de Ilhéus.

Mas quais são os produtos culturais inovadores que nós temos? A Rota de Museus? As sepulturas perpétuas do cemitério da Vitória? As casas mal-assombradas dos tempos áureos do cacau? A trajetória do Príncipe Maximiliano da Áustria no mato virgem do Banco da Vitória? A Invasão de Magali? Um sábio professor, que tem seu nome gravado no campus da Universidade Estadual de Santa Cruz, Soane Nazaré de Andrade, é um grande criador de produtos culturais inovadores, entre eles, a Cavalgada de Magali, que percorria trilhas ecológicas entre o bairro do Salobrinho e o Parque de Exposições de Ilhéus e a Canoagem Rumo ao Mato Virgem, em homenagem a visita dos príncipes homônimos, o Maximiliano, da Alemanha, em 1815, e o Maximiliano da Áustria, em 1860, que escreveu “Mato Virgem”.

Por fim, a terceira questão acaba recebendo como resposta, os questionamentos da segunda indagação. Não seria a trajetória do Príncipe Maximiliano da Áustria um produto cultural inovador? A arquitetura cemiterial da Vitória – “ícones da expressão do poder econômico regional”, como bem salienta o historiador André Rosa no seu livro “In Memorian – Urbanismo, Literatura e Morte”, um outro produto a ser criado? Ou, quem sabe, uma dança típica do cacau, durante a colheita, a secagem e o transporte? Ou ainda as canções das fazendas, dos colhedores, das costureiras, das lavadeiras, da quebra das cabaças, da pisada na barcaça como fazem o grupo musical “Mulheres em Domínio Público”? Ou, quem sabe, os esquetes divertidos, das escapadas de Gabriela para o circo da cidade e as visitas dos coronéis ao mais famoso bordel da década de 20, o Bataclan, levados às ruas, praças e espaços culturais de Ilhéus pelo grupo teatral Maktub?

Este mesmo grupo, ou quem sabe até um diretor ousado pudesse encenar, in loco, com a participação de mais de 300 figurantes “um dos episódios mais conhecidos da história pátria”, não pela maioria dos ilheenses, o massacre dos tupinambás em “A Batalha dos Nadadores”, no mês de junho, em dia de São João, no ano de 1559.

Bem, história nós temos. Talento também. O que está faltando? Afinal, eu quero estar vivo para declarar, no dia28 de junho de 2034, que Ilhéus é a cidade mais criativa do Brasil.

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Pawlo Cidade é escritor e ativista cultural. E-mail [email protected]

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