Bar Vesúvio

Inaugurado
entre o período de 1919 e 1920 o bar foi situado no local mais movimentado
da cidade que época crescia e se despontava como a mais importante
da cidade da Bahia. Erguido ao lado da capela de São Sebastião
e em frente à praia da Avenida Soares Lopes os seus primeiros proprietários
foram os italianos Nicolau Carichio e Vicente Queverini. O nome Vesúvio é uma
homenagem ao vulcão existente na Itália (terra natal de seus
proprietários).
Após
a administração italiana o bar passou por vários donos
até em 1945 ser comprado pelo senhor Emílio Maron casado
com a senhora Lurdes. O Vesúvio se tornou mundialmente famoso após
se tornar um dos cenários do romance de Jorge Amado, “Gabriela,
cravo e canela”. O livro conta a história de Nacib, dono do
bar, e de sua esposa Gabriela, a envolvente cozinheira do estabelecimento.
Durante
muitos anos o bar permaneceu com o nome de Bar Maron, mas, com o sucesso
da obra de Jorge Amado os turistas começaram a procura-lo para comer
os deliciosos quitutes e conhecer a famosa Gabriela. Na década de
80 o filho do proprietário, na ocasião da morte de seu pai,
ao tomar posse do estabelecimento achou por bem aproveitar o sucesso da
novela e voltou a chamá-lo de Vesúvio.
Atualmente
o bar é de um grupo de suíços e está arrendado
ao empresário Guido Paternostro. O Vesúvio é um dos
cartões postais mais visitados da cidade de Ilhéus. Diversos
turistas de todas as partes do mundo o procuram não só para
conhecer o lugar onde se desenrolou a obra de Jorge Amado, mas também
para provar as delícias da culinária baiana e árabe.
Parte dessas informações foram retiradas do livro “Minha
Ilhéus” de José Nazal Pacheco Soub.