"A AGÊNCIA DOS 500 ANOS NUNCA FOI PARA FRENTE", AFIRMA ANARLEIDE MENEZES SOBRE O PLANEJAMENTO DO QUINTO CENTENÁRIO DE ILHÉUS
Secretária de Cultura diz que a estrutura chegou a ser planejada com previsão orçamentária, mas não foi implantada, e defende a retomada das ações para preparar Ilhéus para o quinto centenário
Durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, nesta terça-feira (30), a secretária de Cultura de Ilhéus, Anarleide Menezes, comentou o questionamento do apresentador Vila Nova sobre a preparação do município para as comemorações dos 500 anos de fundação.
Ao abordar o tema, Vila Nova afirmou que Ilhéus deveria ter iniciado esse planejamento há cerca de dez anos, com a criação de uma secretaria ou de uma estrutura específica para coordenar as ações voltadas ao quinto centenário. Segundo ele, esse trabalho deveria reunir universidades, historiadores, instituições culturais e especialistas, além de priorizar a preservação e a recuperação do patrimônio histórico da cidade.
Em resposta, Anarleide revelou que esse planejamento chegou a ser iniciado. "A agência dos 500 anos nunca foi para frente", afirmou a secretária, ao explicar que, entre 2019 e 2020, foi proposta a criação de uma agência voltada às comemorações dos 500 anos de Ilhéus. Segundo ela, o projeto chegou a contar com previsão de R$ 1,7 milhão na Lei Orçamentária, mas não foi implantado.
A secretária contou que, naquele período, foram realizadas ações para fortalecer o conhecimento sobre a história de Ilhéus, incluindo encontros com professores da rede municipal para discutir a história colonial do município. Ela destacou ainda o levantamento do acervo de arte sacra da cidade e a realização de uma exposição, em 2019, que reuniu peças de grande valor histórico e atraiu visitantes de todos os estados brasileiros e de outros países.
Segundo Anarleide, o trabalho permitiu identificar peças de relevante importância histórica e reforçou o potencial do patrimônio cultural de Ilhéus. Ela afirmou que o município possui acervos arqueológicos e de arte sacra capazes de contar diferentes períodos da história local.
A secretária explicou que a exposição também foi acompanhada por um trabalho de restauração das peças e de formação de equipes locais, com o objetivo de deixar profissionais capacitados para preservar o patrimônio histórico e evitar danos causados pelo manuseio inadequado das obras.
Para Anarleide, esse trabalho deveria ter tido continuidade. Ela defendeu a abertura de um Museu de Arte Sacra em Ilhéus, afirmando que esse espaço contribuiria para contar a história do município por meio de seu patrimônio cultural. Também destacou a importância de ampliar iniciativas semelhantes nos distritos, valorizando ruínas e outros bens históricos existentes nessas localidades.
Ao concluir o tema, a secretária reforçou que a preparação para os 500 anos precisa voltar a fazer parte da agenda do município. Ela defendeu a retomada da agência ou a criação de uma nova estrutura voltada ao planejamento das comemorações e afirmou que a educação patrimonial será fundamental nesse processo. Segundo Anarleide, conferências e rodas de conversa que estão sendo preparadas na Casa Jorge Amado também terão como foco esse debate sobre a história e a preservação da memória de Ilhéus.
Confira a entrevista completa:
Deixe seu comentário para "A AGÊNCIA DOS 500 ANOS NUNCA FOI PARA FRENTE", AFIRMA ANARLEIDE MENEZES SOBRE O PLANEJAMENTO DO QUINTO CENTENÁRIO DE ILHÉUS