"ACREDITAMOS QUE NO INÍCIO DO PRÓXIMO ANO TEREMOS O POUSO E DECOLAGEM POR INSTRUMENTO", DIZ EDUARDO SALLES SOBRE O AEROPORTO DE ILHÉUS
Deputado afirma que reunião com órgãos públicos, concessionária e representantes da sociedade definiu responsabilidades e estabeleceu cronograma para viabilizar a retomada das operações por instrumento
O deputado estadual Eduardo Salles, presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), afirmou que a expectativa dos participantes de uma reunião realizada para discutir a situação do Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, é que os pousos e decolagens por instrumento sejam retomados no início do próximo ano.
Durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, nesta terça-feira (2), o parlamentar classificou o encontro como histórico e destacou a participação de representantes da Prefeitura de Ilhéus, da concessionária Socicam, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), do Governo do Estado, do Ministério Público, do setor produtivo, do turismo e da sociedade civil organizada. “Essa reunião, sem dúvida, foi uma reunião histórica. O que eu achava que faltava era juntar as peças e colocar todo mundo numa mesma mesa para entender qual era a responsabilidade de cada um. E entendemos que o assunto não é uma coisa intransponível. As barreiras não são intransponíveis”, afirmou.
Segundo Eduardo Salles, a reunião resultou na definição de responsabilidades para cada órgão envolvido. A Socicam ficou responsável por concluir e encaminhar à ANAC os estudos necessários para análise técnica. O deputado informou que a concessionária se comprometeu a entregar esse material até o início de julho.
Após a análise da ANAC, caberá ao Decea programar o envio da aeronave que realizará o levantamento necessário para elaboração do mapa aéreo que permitirá a retomada das operações por instrumento no aeroporto. “O diretor da ANAC presente na reunião disse que vai dar celeridade ao processo. O Decea também se prontificou a colocar na priorização a vinda do avião que fará esse mapa aéreo tão logo receba o aval da ANAC”, explicou.
O parlamentar ressaltou ainda que a Prefeitura de Ilhéus assumiu o compromisso de realizar a sinalização necessária dos obstáculos existentes na área do aeroporto. Já o Governo do Estado, por meio do secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes, e do secretário de Turismo, Maurício Bacelar, assumiu a responsabilidade pela retirada da rede elétrica apontada como uma das intervenções necessárias.
Eduardo Salles afirmou que, durante a reunião, ficou claro que os obstáculos existentes não inviabilizam a operação do aeroporto. “Muitos diziam que a pista de Ilhéus era pequena, mas ouvimos depoimentos claros de que a pista de Ilhéus é maior do que a do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Os obstáculos existentes hoje não são barreiras intransponíveis. O que precisava era de celeridade para que os estudos fossem encaminhados e analisados”, disse.
O deputado destacou que o processo ainda depende de etapas técnicas e que os resultados não serão imediatos. “Não adianta dizer que é para amanhã. Acreditamos que até o final do ano teremos esse mapa pronto. A perspectiva de todos que saíram da reunião é que, no início do ano que vem, tenhamos os obstáculos sinalizados pela Prefeitura, a rede elétrica retirada, a aprovação e o mapa feito. A perspectiva é que no início do próximo ano nós tenhamos, sim, o pouso e decolagem por instrumento”, declarou.
Durante a entrevista, Eduardo Salles também relatou um episódio vivido recentemente em uma viagem entre Salvador e Ilhéus para ilustrar os impactos da ausência das operações por instrumento. Segundo ele, em razão das condições climáticas, a aeronave não conseguiu pousar em Ilhéus em duas tentativas e precisou seguir para Belo Horizonte, obrigando os passageiros a pernoitarem na cidade mineira.
O deputado afirmou que situações semelhantes têm ocorrido com frequência e acabam gerando custos adicionais para as companhias aéreas, despesas que, segundo ele, acabam refletindo no valor das passagens.
Como medida emergencial, ele informou que foi discutida a possibilidade de utilização do aeroporto de Comandatuba como alternativa temporária em situações de impossibilidade de pouso em Ilhéus. No entanto, segundo explicou, a proposta depende das companhias aéreas, que precisariam manter estrutura operacional semelhante à existente em Ilhéus para atender os passageiros no terminal alternativo.
Ao final da entrevista, Eduardo Salles avaliou que a reunião representou um avanço importante na busca por uma solução para o aeroporto. “Saímos dali depois de três horas de reunião com a sensação de que demos um passo importante. Cada um assumiu sua responsabilidade e acredito que vamos colher frutos importantes nos próximos meses”, concluiu.
Confira a entrevista completa:
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