"FOI UMA OPERAÇÃO POLÍTICA", AFIRMA MESAQUE AO COMENTAR AÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL DURANTE ELEIÇÃO EM ILHÉUS
Vereador diz que investigações tiveram objetivo de prejudicar Bento Lima e afirma que operações mudaram o rumo da disputa eleitoral
Durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, nesta segunda-feira (08), o vereador de Ilhéus Mesaque Soares fez duras críticas às operações realizadas pela Polícia Federal no período eleitoral de 2024 e afirmou acreditar que houve motivação política por trás das ações.
Ao ser questionado pelo comunicador Vila Nova sobre o assunto, Mesaque foi categórico ao classificar os procedimentos como uma "operação política".
A declaração levou o apresentador a destacar a gravidade da acusação, observando que a afirmação implicaria dizer que a estrutura da Polícia Federal teria sido utilizada politicamente.
Mesaque reafirmou seu posicionamento e disse não ter dúvidas sobre sua avaliação. Segundo ele, a investigação ocorreu de forma diferente do que costuma observar em sua atuação profissional como advogado. "Eu vi o processo com a investigação totalmente atabalhoada, que diverge completamente do comportamento cotidiano da Polícia Federal. Eu sou advogado e posso afirmar isso. Já acompanhei diversas investigações da Polícia Civil e da Polícia Federal. Foi uma investigação atabalhoada, feita às pressas, a toque de caixa", declarou.
Questionado se o objetivo da ação teria sido prejudicar o então candidato Bento Lima, Mesaque respondeu afirmativamente. "De prejudicar o candidato Bento Lima. Certeza", afirmou.
O vereador também declarou que as operações tiveram impacto direto no resultado da eleição municipal. Segundo ele, pesquisas internas apontavam crescimento da candidatura de Bento Lima antes da realização das ações.
Para Mesaque, os desdobramentos das operações alteraram o cenário eleitoral e dificultaram a manutenção do apoio de eleitores ao candidato. "A eleição mudaria completamente", disse.
Ainda durante a entrevista, o vereador afirmou que enfrentou dificuldades para convencer seus próprios eleitores a manterem apoio ao grupo político após a repercussão das operações. Segundo ele, a situação quase comprometeu também sua eleição para a Câmara Municipal. "Quase custa o meu mandato. Se a gente dá um vacilo, perdia a eleição junto", declarou.
Mesaque encerrou o assunto reafirmando sua convicção de que houve interferência no processo eleitoral e sustentou que essa percepção foi compreendida por parte do eleitorado durante a campanha.
Confira a entrevista completa:
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