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"JÁ MARCARAM UMA REUNIÃO VIRTUAL ÀS 14H30", DIZ ÍNDIO SOBRE NEGOCIAÇÃO COM EMPRESÁRIOS QUE PODE SUSPENDER A GREVE DOS RODOVIÁRIOS MARCADA PARA SEGUNDA-FEIRA (29), EM ILHÉUS

"JÁ MARCARAM UMA REUNIÃO VIRTUAL ÀS 14H30", DIZ ÍNDIO SOBRE NEGOCIAÇÃO COM EMPRESÁRIOS QUE PODE SUSPENDER A GREVE DOS RODOVIÁRIOS MARCADA PARA SEGUNDA-FEIRA (29), EM ILHÉUS
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 26/06/2026 10h18

Presidente do Sindicato dos Rodoviários de Ilhéus afirma que resultado da reunião desta sexta-feira (26) será levado à categoria e poderá definir se a paralisação prevista para segunda-feira (29) será mantida

Uma reunião virtual marcada para as 14h30 desta sexta-feira (26) poderá ser decisiva para o futuro da greve dos rodoviários de Ilhéus, anunciada para começar à 0h01 da próxima segunda-feira (29). A informação foi dada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Ilhéus (SINDROD), Amilton Almeida Santos, conhecido como Índio Rodoviário, durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de suspensão da greve, Índio afirmou que a decisão depende do avanço das negociações com as empresas. "Só depende das empresas. Na realidade, já me ligaram agora pela manhã e marcaram uma reunião virtual às 14h30, onde a gente vai discutir alguns pontos e levar para a categoria. Porque isso não é o que a gente quer. Nós sabemos que a população de Ilhéus vai ser prejudicada, mas, infelizmente, o capital está nos forçando a isso", declarou.

Segundo o presidente do sindicato, a categoria chegou à decisão de anunciar a greve após sucessivas tentativas de negociação sem acordo. De acordo com ele, já foram realizadas oito rodadas de discussões e, durante assembleia realizada no dia 16 de junho, os trabalhadores deliberaram que, caso não houvesse avanços, a paralisação seria iniciada na próxima segunda-feira.

Índio informou que as principais reivindicações da categoria são 5% de reajuste salarial, 5% de aumento no ticket alimentação e a implantação de plano de saúde, benefício que, segundo ele, já existe para trabalhadores de outras empresas do mesmo grupo, mas não para os rodoviários de Ilhéus.

Durante a entrevista, ele afirmou que a retirada dos cobradores fez com que os motoristas passassem a exercer mais funções, aumentando a sobrecarga de trabalho. Segundo o dirigente sindical, isso tem contribuído para o adoecimento dos profissionais, que muitas vezes precisam recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Sobre as negociações, Índio disse que as empresas alegam dificuldades financeiras em razão do aumento do preço do óleo diesel. No entanto, afirmou que a categoria não concorda com a proposta apresentada.

Segundo ele, enquanto o sindicato reivindica reajuste de 5% e plano de saúde, as empresas ofereceram 2% de reajuste salarial, 2,5% de aumento no ticket alimentação e não incluíram o plano de saúde, proposta rejeitada pelos trabalhadores.

Questionado se o sindicato poderia abrir mão de algum dos três principais pontos da pauta para evitar a greve, Índio respondeu que as reivindicações continuam sendo defendidas, mas que o sindicato permanece aberto ao diálogo.

"Esses três pontos a gente não tem como abrir mão. Mas estamos aqui para discussões e, dependendo das discussões, a gente vai levar à assembleia. Se não decidir na segunda, a gente volta a divulgar de novo uma greve na cidade. Mas, para isso, precisamos entender hoje o que é que eles vão trazer de bom. Se não for boa a proposta, a gente não vai nem levar para a assembleia. A gente continua mantendo a greve", afirmou.

O presidente do SINDROD também manifestou preocupação com a situação dos trabalhadores da Atlântico Transportes. Segundo ele, ainda não há definição sobre o futuro da empresa e cerca de 200 pais de família vivem a incerteza quanto à manutenção dos empregos.

Ao ser questionado se a Via Metro poderia absorver esses trabalhadores, Índio respondeu que a própria empresa informou ao sindicato que não tem interesse em assumir as linhas atualmente operadas pela Atlântico.

A greve geral por tempo indeterminado foi comunicada oficialmente pelo SINDROD após a frustração das negociações para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027. Conforme o sindicato, a paralisação foi aprovada durante Assembleia Geral Extraordinária realizada em 16 de junho. Em reunião de negociação realizada no dia 18 de junho, a categoria manteve a reivindicação de 5% de reajuste linear e plano de saúde, enquanto as empresas sustentaram a proposta de 2% de reajuste salarial e 2,5% de aumento no ticket alimentação, sem a inclusão do benefício de saúde, o que levou à manutenção do indicativo de greve.

Confira a entrevista completa:

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