"É MEU SONHO PODER ASFALTAR A CIDADE TODA, MAS CADA QUILÔMETRO CUSTA CERCA DE R$ 1 MILHÃO", DIZ VALDERICO SOBRE OS BURACOS EM ILHÉUS
Prefeito atribui agravamento da situação à paralisação da usina de asfalto, explica o alto custo da pavimentação e afirma que o município retomou a operação tapa-buracos em duas frentes de trabalho
A situação das ruas de Ilhéus e o aumento dos buracos foram um dos temas abordados pelo prefeito Valderico Junior durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, nesta quinta-feira (16). Ao responder às perguntas do comunicador Vila Nova, o gestor explicou os motivos que, segundo ele, contribuíram para o agravamento do problema e detalhou as ações que estão sendo executadas pela Prefeitura.
O assunto foi iniciado após Vila Nova destacar as reclamações da população sobre a quantidade de buracos nas ruas da cidade e questionar por que os serviços de recuperação ainda avançavam de forma lenta, apesar do anúncio do retorno da usina de asfalto.
Em resposta, Valderico afirmou que a usina utilizada pelo município ficou cerca de 50 dias sem operar após apresentar problemas mecânicos.
Segundo o prefeito, o equipamento já era antigo quando a atual gestão assumiu a administração municipal. Ele explicou que a empresa responsável conseguiu colocá-lo em funcionamento, mas a quebra do equipamento, entre o fim de maio e o mês de junho, interrompeu a produção de massa asfáltica. De acordo com o gestor, as peças necessárias para o reparo precisaram ser adquiridas fora da cidade, o que prolongou o tempo de paralisação.
Valderico disse que a situação é agravada pelo estado de conservação da malha viária de Ilhéus. Segundo ele, muitas ruas possuem pavimentação antiga e problemas de drenagem, fazendo com que a operação tapa-buracos nem sempre resolva a situação de forma definitiva.
O prefeito afirmou que, em diversos pontos, um buraco é recuperado, mas outros acabam surgindo em pouco tempo devido às condições do pavimento.
Durante a entrevista, Valderico também destacou o custo da pavimentação. "É meu sonho poder asfaltar a cidade toda."
Na sequência, ele explicou que o principal obstáculo para ampliar esse tipo de investimento é o valor da obra. "Cada quilômetro de asfalto custa cerca de R$ 1 milhão."
Segundo o prefeito, o elevado custo está relacionado principalmente ao preço da matéria-prima, derivada do petróleo. Ele acrescentou que, embora o município possua uma usina própria, a economia obtida é pequena diante do valor dos insumos necessários para produzir o asfalto.
Valderico afirmou ainda que algumas vias exigem uma reconstrução completa, incluindo retirada do pavimento antigo, implantação de drenagem e preparação da base antes da aplicação de uma nova camada de asfalto. Como exemplo, citou a Avenida Soares Lopes e ruas do Teotônio Vilela, onde, segundo ele, foram executados serviços de pavimentação no passado sem a preparação adequada do solo.
O prefeito informou que, com a retomada da usina na semana passada, a Prefeitura voltou a atuar com duas frentes de trabalho. Uma equipe está concentrada nas vias de maior fluxo de veículos, enquanto outra realiza serviços em diferentes bairros do município, priorizando os trechos considerados mais críticos.
Em seguida, Vila Nova questionou se não seria possível ampliar a captação de emendas parlamentares para investimentos em asfalto no município.
Ao responder, Valderico afirmou que Ilhéus já recebe recursos dessa natureza e citou o deputado federal Leur Lomanto Júnior, que, segundo ele, destinou mais de R$ 6 milhões para obras de pavimentação na cidade. O prefeito mencionou que a requalificação da Rua 13 de Maio contou com recursos de emenda parlamentar, assim como a pavimentação da Avenida Paulo Souto, no Teotônio Vilela.
O prefeito explicou, porém, que essas emendas possuem finalidade específica e devem ser aplicadas nas obras para as quais foram destinadas. Segundo ele, não é possível utilizar recursos liberados para uma obra de pavimentação em outra finalidade, como a operação tapa-buracos, pois cada convênio possui regras próprias de aplicação dos recursos e o descumprimento dessas exigências pode gerar responsabilização administrativa.
Valderico acrescentou que outros parlamentares também encaminham recursos para o município, principalmente para a área da saúde, o que tem permitido a realização de reformas e requalificações de unidades de atendimento, além de possibilitar que a Prefeitura direcione recursos próprios para outras demandas.
Ao concluir o assunto, Valderico reconheceu os transtornos enfrentados pela população, afirmou que também percorre diariamente as ruas de Ilhéus e disse que a gestão busca novos recursos para ampliar os investimentos em pavimentação e recuperar as áreas mais afetadas da cidade.
Confira a entrevista completa:
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