“AQUI NINGUÉM ME PRESSIONA… ELE DISSE QUE IA DAR NO TEMPO DELE”, AFIRMA OSMAN NOGUEIRA SOBRE POSIÇÃO DE JUIZ NO CASO DOS PRECATÓRIOS DO FUNDEF
Presidente da APPI relata impasse judicial sobre valores devidos ao município de Ilhéus e diz que categoria aguarda decisão para divisão dos recursos
Durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, nesta quarta-feira (06), o presidente da APPI, Osman Nogueira, falou sobre o pagamentos das parcelas restantes dos precatórios do Fundef e a indefinição quanto ao valor que deve ser repassado ao município de Ilhéus.
Segundo ele, o principal entrave está na divergência sobre o valor devido pela União. Osman detalhou que há diferentes posicionamentos no processo. De acordo com ele, o governo municipal ingressou na ação defendendo um valor maior, enquanto a APPI, como participante do processo, sustenta um montante ainda superior. “O governo entrou na ação e disse que o município devia, a União devia R$195 milhões. Nós, como agora participamos como amigos da causa nesse processo, nós falamos que devia de R$221 milhões”, explicou.
Ele ressaltou que a ação segue em andamento e depende de uma decisão judicial para definir qual valor será considerado correto. “Essa ação está lá e o juiz precisa decidir. A justiça acatou nossos R$221 milhões, mas precisa que o juiz sentencie. Está precisando da decisão do juiz”, afirmou.
O presidente da APPI também destacou que já existem recursos disponíveis, mas que ainda não foram liberados para o município por falta dessa definição. “Tem dinheiro na conta judicial, precisa passar para o município, para o município fazer essa divisão entre os trabalhadores da educação”, disse.
Osman relatou ainda uma reunião realizada em dezembro do ano passado, em Brasília, com o juiz responsável pelo caso. Segundo ele, o magistrado deixou claro que não aceitaria pressão e que conduziria o processo no seu próprio ritmo. “Ele já chegou dizendo logo: ‘aqui ninguém me pressiona’. Então nós sentamos com ele, falamos com ele que não era pressão, mas que nós tínhamos professores, contratados e efetivos, que estavam naquela época de 98 a 2006, que estavam morrendo, estavam precisando de remédio, estavam precisando disso e daquilo”, relatou.
Apesar da tentativa de sensibilização, Osman afirmou que o juiz manteve sua posição quanto ao andamento do processo. “Ele disse que ia dar no tempo dele. No tempo dele, no processo dele, ele tem vários processos na frente e que não ia passar nosso processo na frente de ninguém”, concluiu.
Segundo o presidente da APPI, a categoria segue aguardando a decisão judicial que definirá o valor final dos precatórios do Fundef e permitirá a divisão dos recursos entre os profissionais da educação.
Confira a entrevista completa:
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