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“EXISTE CONTA FAKE EM TODO O BRASIL, E ILHÉUS NÃO IRIA FICAR DE FORA”, DIZ RONALDO PRATA SOBRE MOTORISTAS IRREGULARES EM APLICATIVOS

“EXISTE CONTA FAKE EM TODO O BRASIL, E ILHÉUS NÃO IRIA FICAR DE FORA”, DIZ RONALDO PRATA SOBRE MOTORISTAS IRREGULARES EM APLICATIVOS
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 27/01/2026 13h04

Presidente da Associação Ilheense de Motoristas de Aplicativo (AIMA) aponta falhas nas plataformas

Durante entrevista concedida ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, nesta terça-feira (27), o presidente da Associação Ilheense de Motoristas de Aplicativo (AIMA), Ronaldo Prata, chamou a atenção para a presença de motoristas utilizando contas consideradas “fakes” nos aplicativos de transporte que operam em Ilhéus. A conversa foi conduzida pelo comunicador e apresentador Vila Nova.

Questionado se há pessoas rodando na cidade como motoristas de aplicativo sem, de fato, serem motoristas cadastrados de forma regular, Ronaldo foi direto: “Infelizmente existe. Existe em todo o Brasil, e Ilhéus não iria ficar de fora disso.”

Ao explicar como funcionam as chamadas contas fakes, Ronaldo detalhou que há situações distintas envolvidas. Segundo ele, alguns motoristas acabam perdendo suas contas oficiais após reclamações de passageiros, muitas vezes consideradas injustas, e recorrem a perfis de terceiros para continuar trabalhando. “Na conta fake a gente tem dois lados. O motorista, por um aplicativo, por alguma reclamação, às vezes até sem noção de uns passageiros, acaba trazendo um problema com o motorista, que ele perde sua conta. Aí fazem a criação da conta fake para poder voltar a trabalhar. É uma conta normal como qualquer outra, só que não é dele. A conta fake é com o nome de outra pessoa.”

No entanto, o presidente da AIMA destacou que o problema se agrava quando essas contas passam a ser usadas por pessoas sem habilitação ou com más intenções. “Tem aquele lado negativo, que é aquele cara que não é habilitado ou está com más intenções e tem a conta fake para poder fazer um extra. E ainda assim, principalmente aquele que não é habilitado, põe a vida de pessoas em risco. Então, significa dizer que hoje, na verdade, é uma conta com dados falsos. Isso é perigoso. Muito.”

Vila Nova reforçou o risco para os usuários ao pontuar que o passageiro chama um motorista pelo aplicativo, mas quem aparece para realizar a corrida pode não ser a pessoa cadastrada. Ronaldo concordou e explicou como alguns conseguem enganar o sistema. “Apesar de que o pessoal consegue driblar o aplicativo. Onde está a foto desse motorista trabalhando, tem o primeiro nome dele, mas, na verdade, os dados mesmo que estão lá não são dele. O pessoal consegue fazer um bem bolado para poder enganar o aplicativo.”

Ao ser questionado se essa situação revela falhas nas plataformas, Ronaldo foi categórico. “Exatamente. Na verdade, esses aplicativos são muito falhos em vários sentidos, tanto em questão de conta fake como erros de rota, erros de quilometragem.” Ele também criticou a dificuldade de acesso a dados dos motoristas em situações de emergência, citando um caso grave ocorrido na cidade. “Até para você precisar dos dados de um motorista comum é muito difícil, porque as plataformas não fazem questão de trazer essa informação. Se acontece algo, a polícia ter acesso é difícil. Teve um caso em que um motorista foi assaltado, sequestrado, amarrado no Jóia do Atlântico, quase assassinado. Graças a Deus, ele conseguiu fugir. Se não fossem os dados que a gente tinha na associação para entregar à polícia, não teria como ajudar, porque a plataforma demorou seis dias, após o boletim de ocorrência, para apresentar qualquer informação.”

Na avaliação de Ronaldo Prata, entre os aplicativos que operam em Ilhéus, a 99 é o que apresenta maior facilidade para a criação de contas irregulares. “A 99 é o aplicativo mais utilizado na cidade de Ilhéus. E infelizmente a 99, em todo o Brasil, se preocupa muito em ganhar dinheiro. Ela quer saber de ganhar o dela.” Ele criticou ainda os baixos valores pagos aos motoristas e a postura da empresa diante de reclamações. “Ela não quer saber se o motorista está recebendo seis reais por uma corrida de sete quilômetros. Ela não quer saber se o passageiro está satisfeito ou não, até virar uma reclamação.”

Ronaldo afirmou que o volume financeiro movimentado pela plataforma é elevado. “A gente está falando de mais de cinco milhões produzidos só pela 99. Esse cálculo eu fiz usando a tarifa mínima, que pode ser muito mais.”

Diante da preocupação levantada por Vila Nova sobre a vulnerabilidade dos passageiros, especialmente mulheres, Ronaldo esclareceu que a associação não tem poder de fiscalização. “A associação não pode fiscalizar. Não é direito da associação e nem obrigatório fazer essa fiscalização. Mas dentro da associação o cara tem que ter pelo menos o cadastramento correto, tem que estar no cadastro do município. A polícia e a Sutram podem fiscalizar.”

Confira a entrevista completa:

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