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“LÁ, A BRINCADEIRA É TRABALHAR”, DIZ MAGNO LAVIGNE SOBRE EXPERIÊNCIA COM CRIANÇAS NA COREIA DO SUL

“LÁ, A BRINCADEIRA É TRABALHAR”, DIZ MAGNO LAVIGNE SOBRE EXPERIÊNCIA COM CRIANÇAS NA COREIA DO SUL
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 26/02/2026 11h52

Secretário nacional destacou modelo que apresenta o mundo do trabalho de forma lúdica e falou sobre troca de experiências entre Brasil e coreanos na área de emprego e qualificação

O atual secretário nacional de Qualificação, Emprego e Renda do Ministério do Trabalho e Renda, Magno Lavigne, foi entrevistado nesta quinta-feira (26) no programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM. A conversa foi conduzida pelo comunicador Vila Nova e abordou, principalmente, a experiência do secretário em missão oficial à Coreia do Sul.

Ao introduzir o tema, Vila Nova citou a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Coreia do Sul e lembrou que Magno também esteve no país asiático tratando de pautas ligadas à geração de emprego e renda.

Magno classificou a visita como marcante. “Foi uma viagem, uma experiência muito interessante. Eu tive a oportunidade, nesse cargo de secretário de Qualificação, Emprego e Juventude do Ministério do Trabalho, de viajar a muitos países, mas eu confesso a você que o impacto que eu tive na visita à Coreia foi muito grande”, afirmou.

Segundo ele, a agenda tratou de programas na área de intermediação de mão de obra. O secretário destacou que os coreanos possuem um sistema que integra assistência social e emprego em uma única estrutura.

O ponto que mais chamou a atenção do secretário foi a forma como a Coreia do Sul apresenta o mundo do trabalho às crianças, por meio de um espaço chamado “Job World”, descrito por ele como um parque temático do mundo profissional.

“Não estamos falando da criança trabalhar, estamos falando da criança estudar. Lá tem o espaço que eu falei, que se chama Job World. É um tipo de parque temático do mundo do trabalho. A brincadeira é trabalhar”, explicou.

Magno relatou que as crianças, desde pequenas, participam de atividades que simulam profissões diversas. “As crianças entram, os pais levam as crianças das escolas, desde bem pequenininhas, para poder fazer todas as funções que a gente faz no mundo corporativo ou em qualquer outro trabalho”, contou.

Ele deu exemplos das experiências vivenciadas no local. “Tem criança que entra num caminhãozinho tipo de bombeiro, aprende a apagar incêndio, aprende a colocar uma escada. No final do dia, recebe uma moeda simbólica para entender qual é o valor do dinheiro”, disse.

O secretário destacou ainda que há simulações de diferentes áreas profissionais. “Tem local onde as crianças aprendem como é que grava e ouve, um estúdio gigantesco para ensinar a criança a fazer a edição de K-pop. Eu vi criança aprendendo oficina de costura. Tem até um avião protótipo para aprender como é que trabalha. Tudo com acompanhamento”, relatou.

Questionado por Vila Nova se uma iniciativa semelhante poderia ser implantada no Brasil diante das normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Magno respondeu que não vê impedimento legal. “Eu acho que não tem impedimento, até porque tem todos os parâmetros de segurança. Agora resta saber se a nossa sociedade estaria preparada para ver, por exemplo, o filho de alguém de classe média aprender como é que um gari trabalha”, ponderou.

Para ele, a diferença está na cultura. “Eles têm uma valorização muito grande de qualquer tipo de trabalho. A gente tem uma cultura, infelizmente, de dizer que há trabalhos mais valorosos e menos valorosos. Se você não compreende, você não valoriza”, afirmou.

Durante a entrevista, Magno também destacou o desenvolvimento econômico sul-coreano nas últimas décadas. “Até a década de 70 o Brasil exportava para a Coreia do Sul ventilador, por exemplo, e a Coreia produzia basicamente sapatos baratos e perucas. Depois eles entraram no mundo da construção naval, desenvolveram tecnologicamente e hoje têm uma indústria metalmecânica gigantesca, indústria de inteligência artificial gigantesca e altos parâmetros de desenvolvimento humano”, declarou.

Ele relatou ainda que participou da missão como chefe da delegação brasileira, em uma agenda articulada pelo governo federal. Segundo o secretário, representantes coreanos estarão na Bahia para conhecer experiências brasileiras na área de intermediação de mão de obra.

“Segunda-feira estaremos em Salvador com os coreanos para mostrar a nossa rede Sine na Bahia, que é referência de intermediação de mão de obra, nessa troca de experiências entre os dois países”, afirmou.

Ao avaliar a experiência internacional, Magno reforçou o impacto pessoal da visita. “Essa experiência eu carregaria para a minha vida”, concluiu.

Confira a entrevista completa: 

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