Aguarde, carregando...

O Tabuleiro

“MOACYR É DITADOR. ELE NÃO DEIXA MAGNÓLIA GOVERNAR”, AFIRMA VEREADOR ADÉ DE URUÇUCA

“MOACYR É DITADOR. ELE NÃO DEIXA MAGNÓLIA GOVERNAR”, AFIRMA VEREADOR ADÉ DE URUÇUCA
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 17/08/2026 13h13

Parlamentar rebate acusações de ingratidão, questiona a influência do ex-prefeito na administração e relata episódios que, segundo ele, demonstrariam interferência política no município

As acusações de ingratidão feitas pelo ex-prefeito Moacyr Leite foram contestadas pelo vereador de Uruçuca Adeilton de Jesus, o Adé, durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, nesta segunda-feira (17). O parlamentar apresentou sua versão sobre episódios envolvendo obras, apoio político e uma disputa judicial, além de avaliar a influência de Moacyr na atual administração municipal.

Questionado por Vila Nova sobre qual teria sido a suposta ingratidão praticada contra o ex-prefeito, Adé começou relatando uma situação envolvendo o calçamento de uma rua onde seu pai mora.

Segundo o vereador, Moacyr teria afirmado em entrevista que calçou a rua porque um eleitor havia prometido votar em determinado candidato. Para Adé, a justificativa seria inadequada para um gestor público. “Para um prefeito que já governou a cidade por três vezes, chegar numa rede, numa entrevista e falar que calçou uma rua porque um eleitor prometeu votar no candidato, isso é até vergonhoso”, afirmou.

Para o vereador, realizar obras públicas é uma obrigação do prefeito e não deveria ser utilizada como instrumento para cobrar apoio político.

O parlamentar afirmou que, no momento em que a situação ocorreu, a conversa não teria sido diretamente com o prefeito, mas com o vereador Jardel, a quem Adé disse ter apoiado por dois mandatos.

Segundo Adé, durante determinado período, outras ruas foram calçadas, enquanto a via onde seu pai mora teria permanecido sem pavimentação porque ele apoiava outra candidata na eleição municipal.

Questionado se considerava que aquilo havia sido uma perseguição política, Adé respondeu afirmativamente. “Uma perseguição do prefeito. É comprovado que ele foi e ele afirmou isso”, declarou.

Adé fez uma das críticas mais contundentes ao ex-prefeito. “A forma de fazer política dele é o motivo de ele não ter o meu apoio hoje. Ele dita, ele é um ditador”, afirmou.

A declaração foi seguida por críticas à forma como, segundo Adé, Moacyr conduziria as relações políticas. O vereador afirmou que a mesma postura teria sido adotada quando houve divergências relacionadas ao apoio a deputados.

Adé disse que Moacyr teria novamente utilizado o termo “ingrato” para se referir a ele por não apoiar o candidato defendido pelo ex-prefeito. O vereador também contestou a afirmação de que teria recebido ajuda do deputado Paulo Azi em um processo relacionado ao partido.

Segundo Adé, ele precisou contratar advogados para defender o partido em uma ação judicial e afirmou ter vencido o processo. "Eu queria deixar aqui a pergunta a ele ou para Magnólia: aonde foi que Paulo Azi ajudou no meu mandato?”, questionou.

O vereador também rebateu a afirmação de que só teria conseguido permanecer no cargo por causa de Paulo Azi. Segundo Adé, sua eleição ocorreu devido aos 514 votos que recebeu.

Adé explicou ainda que, segundo sua versão, o problema que gerou a ação estava relacionado ao partido, e não a uma conduta dele. Por isso, disse que precisou defender a legenda.

Questionado se possuía alguma dívida política com Moacyr, Adé respondeu que não. Também negou ter qualquer dívida com Paulo Azi.

O vereador acrescentou que também não considera ter dívida com a ex-prefeita Fernanda, embora tenha sido eleito pelo grupo dela. Segundo Adé, Fernanda teria deixado claro que ele poderia escolher livremente quem apoiar.

Ele afirmou que a ex-prefeita teria dito que ele não deveria se sentir traidor caso decidisse apoiar outro candidato, inclusive de fora do grupo político.

Na avaliação de Adé, essa postura demonstraria uma diferença em relação à forma como Moacyr estaria tratando as escolhas políticas dos aliados.

Questionado diretamente se Moacyr estaria atrapalhando o governo de Magnólia, o vereador afirmou que, na visão dele, o ex-prefeito estaria interferindo na administração da prefeita. “A gente aqui sabe disso: ele não deixa Magnólia governar. Na verdade, a autoridade do município continua sendo ele. Quem manda e desmanda é Moacyr”, declarou.

Adé afirmou ainda que, segundo sua percepção, Moacyr teria influência sobre contratações e demissões de secretários. “Moacyr tem autoridade de contratar secretários. Moacyr tem autoridade de demitir secretários. A gente já viu isso”, afirmou.

O vereador também acusou o ex-prefeito de apresentar informações incorretas em entrevistas e citou como exemplo a apresentação de uma pessoa como vereador, embora, segundo Adé, ela não ocupasse mais o cargo.

Ao analisar o atual conflito político, Adé afirmou acreditar que Moacyr não teria dimensionado a capacidade política de Magnólia quando a prefeita passou a integrar o grupo. “Eu acredito que ele não acreditou no tamanho da capacidade de Magnólia quando ele foi para o grupo”, afirmou.

Para Adé, existe uma diferença na maneira como Moacyr encara a saída de pessoas de seu grupo e a chegada de integrantes de outros grupos políticos. Segundo o vereador, quando alguém deixa outro grupo e passa a integrar o grupo de Moacyr, a mudança seria aceita. Já quando alguém deixa o grupo de Moacyr, a atitude seria classificada como traição ou ingratidão.

Na avaliação do vereador, essa lógica também estaria relacionada à atual divergência envolvendo Magnólia e o governo estadual.

Adé afirmou que Magnólia teria percebido que Uruçuca perdeu oportunidades durante anos sem o apoio do governo do Estado e, ao identificar ações e investimentos, teria decidido apoiar o governador Jerônimo Rodrigues. “Quando Magnólia entendeu que o Governo do Estado tem compromisso e ajudou o município, aí ele tomou uma atitude diferente”, afirmou.

Segundo Adé, Moacyr não gostaria que Magnólia apoiasse o governo estadual e estaria interessado em manter o apoio da prefeita como uma demonstração de força política. “Ele não quer que Magnólia apoie o Governo do Estado. Ele quer usar só para dizer que tem o apoio. E Magnólia disse que vestiu a camisa e vai apoiar”, declarou.

Para o vereador, a situação demonstra que existe uma divergência dentro do grupo político. “De qualquer forma, tem uma certa divergência entre o grupo, entre os dois caminhos. Não está esse amor todo”, concluiu.

Confira a entrevista completa: 

" target="_blank">

Deixe seu comentário para “MOACYR É DITADOR. ELE NÃO DEIXA MAGNÓLIA GOVERNAR”, AFIRMA VEREADOR ADÉ DE URUÇUCA

* Campos obrigatórios
Avalie Este Conteúdo: 1 2 3 4 5

Veja também:

Confira mais artigos relacionados e fique ainda mais informado!