“NÃO VAMOS DEIXAR DE FAZER”, DIZ VITÓRIA PENALVA SOBRE O FORRÓ DOS APAEXONADOS E O BALAIO JUNINO DA APAE
Mesmo diante das dificuldades, APAE mobiliza parceiros para realizar festa junina nesta sexta-feira (19) e arrecadar recursos para atender os alunos
A diretora da APAE de Ilhéus, Vitória Penalva, afirmou que a instituição manterá a tradição do Forró dos Apaexonados mesmo diante das dificuldades enfrentadas pela entidade. Em entrevista ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, nesta quinta-feira (18), ela falou sobre a realização da festa, a campanha do balaio junino, a importância das parcerias e as necessidades atuais da associação.
O Forró dos Apaexonados será realizado nesta sexta-feira (19), às 15h, na sede da APAE de Ilhéus. Segundo Vitória, o evento deste ano terá como tema “A Colheita dos Apaixonados”, uma forma de agradecer às pessoas que continuam contribuindo com a instituição. “A colheita dos apaixonados tem alegria”, afirmou.
A diretora destacou que a APAE atravessa um período desafiador, mas segue contando com o apoio da comunidade e de parceiros para manter suas atividades. “Nós estamos passando por fases difíceis, mas os amigos não nos abandonam”, declarou.
A animação da festa ficará por conta da cantora Ban Lima. Vitória também agradeceu ao vereador Nal Araújo e aos demais apoiadores que ajudam a viabilizar o evento.
Além da festa, a APAE está promovendo o tradicional balaio junino para arrecadar recursos destinados à manutenção das atividades da instituição.
Segundo a diretora, o carnê do balaio possui 10 fichas de R$ 5 cada, permitindo que a população participe da campanha e contribua com a entidade. “Eu queria até chamar a atenção do balaio”, afirmou.
Vitória relatou que a instituição recebeu apenas 14 espigas de milho da merenda escolar do município para as atividades juninas, mas contou que diversas doações ajudaram a garantir a realização da programação. “Esse ano vamos poder fazer a canjica, vamos fazer o mingau de milho. Não vamos ter aquele São João que você sabe que era extraordinário, com tantas coisas, mas não vai deixar de ser”, destacou.
Foi nesse contexto que Vitória reforçou a determinação da equipe em realizar a festa para os alunos. “Não vamos deixar de fazer”, afirmou.
Segundo ela, proporcionar momentos de lazer e convivência faz parte do processo de inclusão desenvolvido pela APAE. “A inclusão se faz, não se fala só. Inclusão tem que sair do papel”, declarou.
Durante a entrevista, Vitória revelou que a APAE está há dois anos sem cozinheira e sem psicóloga, situação que tem aumentado a dependência do trabalho voluntário. “Estou precisando de uma ajuda. Uma cozinheira que queira ser voluntária. Já é o segundo ano sem cozinheira”, relatou.
Ela explicou que professores voluntários e colaboradores da instituição ajudam em diferentes atividades para garantir o funcionamento da entidade, inclusive na preparação da alimentação dos alunos. “A APAE não vai parar. Em qualquer situação ela não vai parar”, afirmou.
Atualmente, a instituição atende 134 alunos com deficiência intelectual e múltipla.
Vitória também destacou a importância da qualificação dos profissionais que atuam na área da inclusão. Ela contou que buscou diversas especializações ao longo da carreira para compreender melhor as necessidades dos alunos atendidos pela APAE. “Eu precisei estudar para lidar com essas pessoas, conhecer essas pessoas”, disse.
A diretora citou formações em áreas como neuropsicopedagogia, ABA, psicomotricidade e Atendimento Educacional Especializado (AEE), defendendo que o conhecimento é indispensável para garantir um atendimento adequado.
Segundo ela, a instituição trabalha para desenvolver a autonomia dos alunos e prepará-los para a vida cotidiana e para o mercado de trabalho. “Então, nós educamos para o trabalho”, afirmou.
Vitória ressaltou que a manutenção dos serviços da APAE depende diretamente das parcerias construídas pela instituição.
Entre os parceiros citados estão a Faculdade de Ilhéus, a UESC, projetos esportivos, profissionais voluntários e iniciativas voltadas à estimulação precoce, fisioterapia, odontologia, psicologia e atividades físicas. “Nós vivemos com parceiros”, declarou.
Ao final da entrevista, a diretora reforçou o convite para que empresas e pessoas físicas apoiem a instituição, seja por meio de doações, trabalho voluntário ou da aquisição dos carnês do balaio junino.
Os interessados em colaborar podem entrar em contato diretamente com a diretora da APAE. “Pode falar diretamente comigo”, afirmou ao disponibilizar seu telefone para quem deseja contribuir com o trabalho desenvolvido pela instituição. O contato é 73 8156-5907.
Confira a entrevista completa:
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