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“ROSSINI RUBACK DIZ QUE ADRIELE TEVE ALTERAÇÃO GRAVE APÓS CIRURGIA EM ILHÉUS E NEGA ABANDONO DO ATENDIMENTO”

“ROSSINI RUBACK DIZ QUE ADRIELE TEVE ALTERAÇÃO GRAVE APÓS CIRURGIA EM ILHÉUS E NEGA ABANDONO DO ATENDIMENTO”
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 26/08/2026 19h45

Em nota, médico afirma que procedimento ocorreu sem intercorrências e relata suspeita de hipertermia maligna na fase final da cirurgia; família apresenta outra versão sobre o atendimento

O cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback se manifestou nesta quarta-feira (26) sobre a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, após procedimentos estéticos realizados no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus. Em nota, o médico afirma que a cirurgia transcorreu sem intercorrências e que a paciente apresentou uma alteração grave e inesperada do quadro clínico já na fase final do procedimento.

Segundo o posicionamento, a equipe de anestesiologia identificou sinais compatíveis com hipertermia maligna, condição descrita como rara, grave e potencialmente fatal, relacionada à suscetibilidade individual a determinados agentes utilizados na anestesia.

Ainda de acordo com a nota, assim que o quadro foi identificado, foram adotadas medidas de emergência, com administração de medicação específica e realização das manobras necessárias para tentar estabilizar Adriele. Um médico cardiologista também teria participado das tentativas de socorro.

O documento afirma que, apesar da identificação do quadro e dos esforços realizados pela equipe assistencial, Adriele não respondeu às medidas terapêuticas e evoluiu para óbito. O médico também declara que a assistência prestada, a evolução clínica da paciente, as medicações administradas e as providências adotadas estão registradas no prontuário.

RELATO DA FAMÍLIA 

Adriele morava nos Estados Unidos havia aproximadamente cinco anos e teria retornado ao Brasil em junho para realizar as cirurgias. Segundo informações da família, os procedimentos contratados incluíam mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.

Ainda de acordo com os familiares, Adriele iniciou os procedimentos por volta das 10h. Com o passar das horas e sem a saída da paciente, parentes começaram a questionar a equipe sobre a situação. Inicialmente foi informado que o procedimento continuava. Posteriormente, os parentes teriam sido comunicados de que Adriele estaria demorando para acordar.

Por volta de 0h30, conforme o relato dos familiares, o tio da empresária teria arrombado uma porta e encontrado Adriele dentro de um saco utilizado para acondicionamento e transporte de cadáveres.

Imagens gravadas por um familiar mostram o corpo da empresária no local, além de sangue próximo à cama e condições do ambiente que familiares consideraram inadequadas.

MÉDICO NEGA ABANDONO

Na nota, Rossini Ruback também contesta informações sobre uma suposta saída dos profissionais do hospital após a morte da paciente.

Segundo o médico, depois de concluídos os procedimentos assistenciais, realizados os registros no prontuário e comunicada a morte aos familiares, teria ocorrido um episódio de violência e depredação no hospital, situação que, de acordo com o documento, também foi registrada perante a autoridade policial.

Diante do cenário, o médico afirma que ele e a equipe assistencial foram orientados pelo setor de segurança da unidade a permanecer em um local protegido e aguardar a chegada da Polícia Militar.

Rossini declara que permaneceu no Hospital Vida Memorial até a chegada dos policiais e nega que tenha ocorrido abandono do atendimento, evasão ou tentativa de evitar responsabilidades.

A nota afirma que o médico está à disposição da família, das autoridades competentes e dos órgãos de classe para prestar esclarecimentos e colaborar com a apuração do caso.

A hipertermia maligna é apresentada pelo médico como uma condição compatível com os sinais registrados no prontuário. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que essa tenha sido a causa da morte de Adriele.

Também não existe, até agora, conclusão das autoridades que estabeleça eventual responsabilidade médica pelo óbito. As circunstâncias da morte deverão ser esclarecidas a partir da análise dos registros médicos, exames e demais elementos da investigação.

Por respeito ao sigilo médico e à família da paciente, o médico informou que não divulgará publicamente outros detalhes de natureza clínica neste momento.

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