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“UMA PAIXÃO, UM HOBBY, UM ESTILO DE VIDA. A BIKE MUDOU MINHA VIDA”, DECLAROU TRICAMPEÃO BAIANO DE MOUNTAIN BIKE, JOÃO RANGEL

“UMA PAIXÃO, UM HOBBY, UM ESTILO DE VIDA. A BIKE MUDOU MINHA VIDA”, DECLAROU TRICAMPEÃO BAIANO DE MOUNTAIN BIKE, JOÃO RANGEL
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 16/01/2026 11h37

Atleta relatou trajetória no esporte, rotina de treinos e desafios das grandes competições em entrevista ao programa O Tabuleiro

O tricampeão baiano de Mountain Bike, João Rangel, participou nesta sexta-feira (16) do programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, onde falou sobre sua relação com o esporte, a rotina intensa de preparação e as experiências em competições estaduais, nacionais e internacionais.

Questionado pelo apresentador Vila Nova se era apaixonado pelo ciclismo, Rangel respondeu de forma enfática: “Uma paixão, um hobby, um estilo de vida. A bike mudou minha vida.” Ele contou que o envolvimento com o Mountain Bike começou em 2014, após um acidente enquanto praticava motociclismo. “Quebrei a perna, nada assim grave, mas foi esse acidente que me despertou a curiosidade de uma bike para fazer um fortalecimento na perna. E daí iniciou-se uma paixão”, relatou.

Segundo o atleta, o envolvimento se intensificou durante a pandemia. “A única coisa que me sobrou pra descarregar todas as minhas energias foi na bike. Então era o tempo todo pedalando”, afirmou. Após esse período, ele passou a competir oficialmente e alcançar resultados expressivos. Rangel destacou que conquistou o Campeonato Baiano por três vezes na categoria Master B1, nos anos de 2022, 2023 e 2025, além de ter sido campeão brasileiro do ranking na mesma modalidade em 2025. Ele também disputou o Pan-Americano, ficando em 11º lugar, e participou da etapa única do Campeonato Brasileiro, realizada em Maringá.

Ao falar sobre o nível das competições, Rangel ressaltou a importância da preparação. “Tem que ter uma preparação, ter dedicação”, disse. Ele detalhou que treina entre 12 e 14 horas por semana, com sessões diárias de bike, musculação, pilates e acompanhamento médico. “Não é só estressar a musculatura. Precisa se alimentar de uma forma correta, suplementar de uma forma correta, treinar da forma correta”, explicou.

O atleta também comentou as diferenças enfrentadas em provas nacionais e internacionais. Sobre o Campeonato Brasileiro em Maringá, destacou as condições climáticas adversas: “O vento foi um vilão, estava muito forte”. Já no Pan-Americano, chamou atenção para o grande número de atletas no mesmo percurso. “Chegou a estar em um bolsão 50 pessoas na estrada de chão. Muita poeira e muita atenção para não ter acidente”, afirmou.

Rangel explicou que, antes das provas, busca informações detalhadas sobre clima e terreno. “A gente vê as inclinações da subida, as distâncias e busca saber como vai estar o clima”, contou. Ele citou como exemplo uma prova em Santa Catarina, disputada em 2025, de vários dias que teve uma etapa cancelada por causa da chuva intensa e da lama.

Durante a entrevista, o atleta também falou sobre os riscos das maratonas de longa distância. “Acontece de atletas não conseguirem completar a prova, passar mal, o raciocínio fica lento e pode acabar tendo acidente”, disse. Segundo ele, as organizações oferecem pontos de hidratação, apoio mecânico e atendimento médico ao longo dos percursos.

Ao abordar os treinos em Ilhéus, Rangel explicou que utiliza tanto o asfalto quanto a zona rural para simular condições de prova. “Aqui na nossa zona rural existem terrenos e elevações que a gente consegue simular a prova”, afirmou. Aos sábados, ele realiza treinos longos, que podem chegar a até 130 quilômetros, com grande variação de altimetria.

Sobre as condições climáticas, Rangel destacou que as provas acontecem mesmo com chuva. “Quando está chovendo ao extremo, eu procuro poupar o equipamento, mas faço, sim, os treinos onde sei que vou pegar lama, areia e descidas perigosas”, explicou.

Questionado sobre os terrenos mais difíceis, foi direto: “Areia é um vilão. Mas o que realmente faz a diferença numa maratona são as subidas. As subidas apartam quem está treinado de quem não está”, afirmou, ressaltando a importância de treinos consistentes.

Rangel também comentou sobre provas de vários dias e citou a ultramaratona Brasil Ride, que dura sete dias. Ele lembrou ainda do Desafio Ilhéus, etapa do Campeonato Baiano realizada na cidade. “Fui campeão na minha categoria e foi muito bom ser campeão em casa”, disse, destacando que o percurso exigiu técnica, preparo físico e cuidado.

Confira a entrevista completa: 

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