ADÉLIA PINHEIRO DEFENDE PROGRESSÃO PARCIAL E REBATE CRÍTICAS: "NÃO É APROVAÇÃO AUTOMÁTICA"
Candidata afirma que modelo permite ao estudante avançar nas disciplinas em que foi aprovado e continuar o processo de aprendizagem nas demais
O regime de progressão parcial adotado na rede estadual de ensino da Bahia foi defendido por Adélia Pinheiro durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, nesta quarta-feira (30). Ao comentar as críticas feitas ao modelo, a candidata afirmou que a educação precisa acompanhar as mudanças da sociedade e dos estudantes.
Adélia também criticou a proposta de cancelar ou suspender o regime de progressão parcial. Segundo ela, a medida mencionada pelo candidato da oposição ACM Neto não poderia ser anulada diretamente pelo governador, mas por ato do secretário ou da secretária de Educação do Estado. A candidata afirmou ainda que a portaria que estabeleceu o regime foi assinada por ela.
Na avaliação de Adélia, a progressão parcial representa um avanço por reconhecer aprendizagens que o estudante já realizou. Dessa forma, o aluno pode avançar nas disciplinas em que foi aprovado e continuar estudando aquelas em que ainda precisa desenvolver aprendizagens. “De fato, ela reconhece aprendizagens já realizadas dos estudantes e, ao reconhecer, permite que ele progrida em umas unidades curriculares ou disciplinas e não progrida em outras. Continue devendo aprendizagem para ter oportunidade de estudar mais e ser novamente avaliado.”
A candidata explicou que o estudante não fica retido no ano em que já demonstrou aprovação em determinada disciplina. Ela comparou o funcionamento ao sistema conhecido como “dependência” em escolas particulares.
Ao ser questionada especificamente sobre a expressão “aprovação automática”, Adélia afirmou que o termo não corresponde ao funcionamento da progressão parcial. Segundo ela, o estudante que não demonstrar aprovação em todos os conteúdos e disciplinas exigidos não recebe a certificação. “Agora, para destruir essa narrativa de aprovação automática, eu só tenho a dizer que um estudante que não demonstre aprovação em todos os conteúdos e disciplinas exigidos, ele não será certificado. Ele não será certificado. Então não é aprovação automática.”
Para Adélia, a expressão “aprovação automática” seria utilizada como argumento por quem não conhece ou não se aprofundou na portaria que regulamenta o regime. “É uma narrativa de negação de direitos de quem não conhece a resolução, a portaria, melhor dizendo. Não conhece a portaria, não se aprofundou na portaria e quer ganhar na narrativa que envolve negativa e negação de direitos. Esse é meu entendimento.”
Confira a entrevista completa:
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