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ADVOGADO DE ROSSINI RUBACK ATRIBUI MORTE DE ADRIELE A REAÇÃO ANESTÉSICA RARA E CONTESTA ACUSAÇÕES CONTRA MÉDICO

ADVOGADO DE ROSSINI RUBACK ATRIBUI MORTE DE ADRIELE A REAÇÃO ANESTÉSICA RARA E CONTESTA ACUSAÇÕES CONTRA MÉDICO
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 05/09/2026 10h58

Defesa afirma que paciente recebeu atendimento contínuo por quase quatro horas, nega abandono e diz que documentos e imagens estão à disposição das autoridades

O advogado Erick Achy, que representa o cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback, se pronunciou sobre a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, durante procedimento cirúrgico no Hospital Vida, em Ilhéus. Em declaração pública, o advogado afirmou que a defesa não pretende desconsiderar a dor da família, mas contestou informações que, segundo ele, vêm sendo divulgadas sem respaldo na documentação do caso.

Erick afirmou que a paciente morreu após uma alteração grave e súbita no quadro clínico, já na fase final da cirurgia. Segundo ele, a médica anestesista registrou no prontuário a suspeita de hipertermia maligna, uma reação rara e potencialmente fatal associada à anestesia.

De acordo com o advogado, a cirurgia começou às 13h35, quando Adriele foi anestesiada, e terminou às 19h30, conforme a descrição cirúrgica entregue às autoridades. Ele afirmou que o procedimento era planejado para ser longo e que a reação apresentada pela paciente não teria relação com a duração da cirurgia ou com a quantidade de anestésicos utilizada.

Ainda segundo Erick, a alteração foi identificada pela anestesista dentro do centro cirúrgico. A equipe teria interrompido os agentes anestésicos, adotado medidas de suporte e administrado o dantroleno, medicamento específico utilizado no tratamento da hipertermia maligna.

O advogado disse que Rossini também acionou a equipe da Unidade de Terapia Intensiva e um médico cardiologista. Outros dois cardiologistas teriam sido chamados para auxiliar no atendimento. Segundo a defesa, participaram da assistência três cardiologistas, um médico plantonista da UTI, uma médica anestesista e o próprio cirurgião.

Erick afirma que, entre o início da intercorrência e a morte, foram quase quatro horas de atendimento médico contínuo. Ele também declarou que foram utilizados equipamentos e recursos de emergência e que a paciente permaneceu sob assistência durante todo o período.

A defesa também contestou a informação de que Rossini teria deixado o hospital após a morte de Adriele. Segundo o advogado, o médico foi até o quarto onde estava a tia da empresária e, acompanhado da anestesista e de um dos cardiologistas, comunicou pessoalmente o falecimento.

Na sequência, ainda conforme Erick, teria ocorrido uma situação de violência dentro da unidade. Ele afirma que um tio de Adriele invadiu o hospital, arrombou portas do centro cirúrgico e depredou equipamentos, sendo posteriormente detido. Diante da situação, a equipe médica teria permanecido em uma área interna e protegida do hospital.

O advogado sustenta que Rossini permaneceu na unidade até a chegada da Polícia Militar. Segundo ele, imagens do circuito interno de segurança foram preservadas e estão disponíveis para as autoridades.

Erick também explicou por que o médico não assinou a declaração de óbito. De acordo com a defesa, o documento foi assinado pela médica anestesista, que acompanhou a paciente durante a intercorrência e participou das medidas de emergência. O advogado afirmou que esse procedimento não representa abandono ou omissão.

Sobre as denúncias envolvendo Rossini que vieram a público em 2023, Erick afirmou que é necessário diferenciar acusações de responsabilidades reconhecidas. Segundo ele, o médico realizou mais de três mil cirurgias ao longo da carreira e continua regularmente inscrito e habilitado como cirurgião plástico.

O advogado afirmou ainda que as denúncias analisadas pelo Conselho Regional de Medicina não resultaram em impedimento ao exercício profissional. Disse também que procedimentos do Ministério Público foram arquivados, que não houve oferecimento de denúncia na esfera criminal e que o médico obteve decisões favoráveis na maioria dos processos cíveis que já foram julgados.

Ao finalizar a declaração, Erick rejeitou a possibilidade de que as denúncias anteriores sejam utilizadas como prova de responsabilidade pela morte de Adriele. Para ele, a apuração deve considerar documentos, perícias e as conclusões das autoridades.

A defesa sustenta que o caso foi uma fatalidade e afirma que não houve abandono do atendimento. A causa da morte e eventual responsabilidade pelo ocorrido ainda dependem da apuração das autoridades competentes.

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