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APÓS DISCURSO QUE ELEVOU TOM E FEZ REFERÊNCIA A 2006, PREFEITO DE ILHÉUS CONVOCA PRESIDENTE DA CÂMARA E LÍDER DO GOVERNO PARA "REALINHAR" RUMOS DA POLÍTICA

APÓS DISCURSO QUE ELEVOU TOM E FEZ REFERÊNCIA A 2006, PREFEITO DE ILHÉUS CONVOCA PRESIDENTE DA CÂMARA E LÍDER DO GOVERNO PARA "REALINHAR" RUMOS DA POLÍTICA
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 25/02/2026 11h13

O encontro acontece depois de César Porto (PP) usar a tribuna para reclamar de "desrespeito" e falta de diálogo por parte de secretários municipais, em um pronunciamento que foi interpretado como um forte alerta ao Executivo

O clima tenso que tomou conta da Câmara de Vereadores de Ilhéus nesta terça-feira (24) obrigou o prefeito Valderico Junior (União Brasil) a antecipar-se para conter uma crise política que ameaça desgastar a base aliada. Após um discurso contundente do presidente do Legislativo, César Porto, o chefe do Executivo convidou o parlamentar e o líder do governo na Casa, vereador Marcio Bodão, para uma conversa com o objetivo de "realinhar os rumos da política" municipal.

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O movimento do prefeito ocorre menos de 24 horas depois de César Porto subir à tribuna e, em tom de desabafo, cobrar publicamente mais atenção e respeito do governo para com os vereadores. A reunião é vista nos bastidores como uma tentativa de evitar que a insatisfação se transforme em um problema de governabilidade.

O Discurso que Acendeu o Alerta

Durante a sessão de terça-feira, César Porto fez duras críticas à articulação política da gestão Valderico Junior, embora tenha feito questão de separar a avaliação da administração da relação institucional. “A administração do prefeito está 100%, mas a política está deixando a desejar. A política se faz com diálogo”, afirmou o presidente .

O cerne da reclamação foi a postura de secretários municipais que, segundo ele, ignoram mensagens, não retornam ligações e deixam de responder a requerimentos oficiais dos parlamentares, inclusive da base governista. “É inadmissível uma cidade como Ilhéus existir secretário dentro do governo que não responde mensagem de vereador há um mês. Existe secretário dentro do governo que nem atender atende. Quando vereador se aproxima, parece que o vereador tem lepra”, desabafou Porto .

O presidente da Câmara ressaltou que a cobrança não significava um rompimento, mas uma defesa das prerrogativas do Legislativo. “A política se faz com voto e diálogo. Nós não vamos para lá pedir nada para a gente, nós vamos pedir para o povo. O não também é resposta, mas não podemos ser deixados na mão” .

O Fantasma de 2006

O que elevou o tom do discurso de César Porto a um patamar de alerta máximo foi uma referência histórica. Em sua fala, o vereador afirmou estar “vendo um filme se repetir”, aludindo ao episódio ocorrido em 2006, quando o pai do atual prefeito, o então prefeito Valderico Reis, teve o mandato cassado pela própria Câmara Municipal .

A menção direta ao impeachment foi interpretada nos meios políticos como um recado claro sobre os riscos do isolamento institucional. Parlamentares de oposição, como as vereadoras Enilda Mendonça e Maurício Galvão, já haviam alertado que o não atendimento a requerimentos oficiais pode caracterizar infração político-administrativa .

A Reação do Executivo

Diante da repercussão, o prefeito Valderico Junior decidiu agir rapidamente para apagar os incêndios. O convite para a reunião com César Porto e Marcio Bodão sinaliza a disposição do Executivo em ouvir as demandas da base e reavaliar a condução da articulação política.

Nos bastidores, aliados atribuem o desgaste a um estilo de gestão considerado centralizador por parte de alguns secretários, que estariam negligenciando o diálogo com os vereadores que atuam "na ponta do iceberg", como definiu César Porto . A expectativa agora é que o encontro sirva para restabelecer canais de comunicação e ajustar o relacionamento entre os poderes, em um ano eleitoral onde o governo dependerá fortemente da base aliada para apresentar seus candidatos e aprovar projetos na Casa.

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