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AS FEIRAS DE ILHÉUS: REGISTROS HISTÓRICOS MOSTRAM MUDANÇAS NOS LOCAIS DE COMERCIALIZAÇÃO DA CIDADE

AS FEIRAS DE ILHÉUS: REGISTROS HISTÓRICOS MOSTRAM MUDANÇAS NOS LOCAIS DE COMERCIALIZAÇÃO DA CIDADE
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 28/03/2026 15h49

Imagens de diferentes épocas ajudam a compreender a evolução da feira livre e dos mercados municipais. Por José Nazal

A história das feiras em Ilhéus pode ser acompanhada por meio de registros fotográficos que mostram as mudanças de localização e estrutura dos espaços de abastecimento da cidade ao longo das décadas. A análise foi feita pelo historiador ilheense José Nazal, que destaca a importância desses espaços como ponto de encontro da população e local de compra de alimentos para as famílias.

Segundo ele, “considerando as datas das fotografias, é possível acompanhar a evolução e localização da chamada Feira Livre, ponto de encontro da população, para abastecimento dos seus lares”.

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De acordo com Nazal, um dos registros mais antigos é de 1936 e mostra a feira em uma área que hoje abriga outros órgãos públicos. “A primeira foto, de 1936, é o registro da feira no local onde hoje está localizado o SAC e a Justiça Federal, antigamente conhecida como ‘Suburbana’, onde também eram armados os circos que visitavam a cidade”, explica.

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Já em 1951, as imagens mostram outra etapa da organização do comércio de alimentos na cidade. “A segunda foto, de 1951, mostra o primeiro mercado municipal, já localizado no Unhão, hoje Avenida Dois de Julho, onde foi construída em seguida a Delegacia, que funcionava no andar superior”, relata.

A estrutura foi ampliada anos depois. “Em 1961, o prefeito Henrique Cardoso inaugurou o Mercado Municipal, no Unhão, atual Avenida Dois de Julho, que funcionou até 1981, quando foi demolido após a inauguração da nova central de abastecimento, no Malhado”, afirma o historiador.

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Nazal também menciona registros feitos no fim da década de 1970, que mostram outra fase da feira livre. “As fotos de 1979 registram a feira do Malhado, que funcionava aos domingos, nas avenidas Lindolfo Collor e Severino Vieira, que foram saneadas e urbanizadas no governo de Antônio Olímpio, através do Projeto Cura, quando também foi edificada a atual Central de Abastecimento, que leva o nome do pai do então prefeito, Antônio Olímpio da Silva, inaugurada em 28 de junho de 1981”, detalha.

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Ao lembrar desse período inicial da central, o historiador observa mudanças nas condições do espaço ao longo do tempo. “No início do funcionamento e ao longo de alguns anos, existia melhores condições de mobilidade e higiene”, pontua.

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Por fim, ele faz uma reflexão sobre a situação atual do abastecimento na cidade. “Penso eu que já passamos da hora de que seja discutida uma opção na questão do abastecimento e feira da cidade, lembrando, como sempre afirmo, que minha opinião só serve para mim. Hoje não temos a mesma situação que vemos nas fotos de 1979, com os produtos na lama, mas ainda encontramos alguns sendo vendidos no chão”, conclui.

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