CARRINHO PADRONIZADO DA HEINEKEN NO LARGO DA CATEDRAL GERA POLÊMICA EM ILHÉUS
O equipamento chama a atenção não apenas pelo apelo visual da marca, mas pela ausência de qualquer identificação sobre permissão oficial para atuar no local, um espaço tombado e estratégico para o fluxo de turistas e fiéis
A presença de um carrinho de bebidas com a identidade visual da Heineken no Largo da Catedral de São Sebastião, em Ilhéus, no final da tarde desta quinta-feira, tornou-se motivo de controvérsia entre trabalhadores autônomos da região. Instalado em um dos pontos mais emblemáticos e de grande circulação do centro histórico, o equipamento chama a atenção não apenas pelo apelo visual da marca, mas pela ausência de qualquer identificação sobre permissão oficial para atuar no local, um espaço tombado e estratégico para o fluxo de turistas e fiéis.
A insatisfação é maior entre os ambulantes que dependem da autorização municipal para comercializar seus produtos na área. “Quer dizer que ele pode só porque tem um carrinho padronizado Heineken e eu com meu isopor não posso?”, questionou Cosme do Nascimento Santos, vendedor ambulante que atua regularmente no centro da cidade. A fala mostra uma percepção de tratamento diferenciado e acirra o debate sobre a fiscalização e o cumprimento das regras para o comércio ambulante em áreas de proteção histórica.
Moradores e frequentadores da região também manifestaram desconforto com a localização escolhida. A manicure Solange Castro alertou para o impacto visual e simbólico da instalação. “A posição que o carrinho da Heineken tá vai sair em todas as fotos que o turista for tirar da Catedral, por esperteza”, criticou, destacando que o equipamento ocupa um espaço de visibilidade privilegiada, o que poderia ser interpretado como uma apropriação indevida do cenário histórico para fins publicitários.
Nas redes sociais, a repercussão também foi negativa. Diversos internautas questionaram a adequação de se vender bebida alcoólica exatamente na entrada de um dos principais templos religiosos da cidade, sugerindo que o local não seria apropriado para esse tipo de comércio.
Resposta de Wagner
Eu acho até bem legal, não está roubando nem faltando com respeito com alguém, está trabalhando, e buscando o sustento da sua família imagino. Estamos em 2026, desde que o mundo é mundo, somos livres, sim precisamos respeitar as regras e normas, imagino que ele ali não esteja obrigando a ninguém a consumir o seu produto, muito diferente de alguns ambulantes que saem atrás da gente forçando comprar os produtos deles que até nos assusta por sinal. Trabalhar não é crime! Quem trabalha realmente e se preocupa com o sustento dos seus não tem tempo de cuidar nem criticar a vida dos outros! Parabéns a pessoa que buscou uma alternativa de trabalho e não optou pela criminalidade, nem ficar dependendo de bolsa alguma coisa do governo.
★ ★ ★ ★ Em 27-02-2026 às 19-42h 4