CNA CONTRATA ESCRITÓRIO ESPECIALIZADO E LEVA AO CADE QUEDA DE PREÇOS DO CACAU, APURA O TABULEIRO
Ação inédita questiona práticas da indústria; produtores do sul da Bahia repercutem medida enquanto comunicador da Ilhéus FM cobra posicionamento das entidades e defende apreensão de cacau africano
A guerra de preços no mercado de cacau ganhou um novo capítulo. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) contratou um escritório de advocacia especializado em direito concorrencial para ingressar com uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) questionando os valores pagos pela indústria processadora aos produtores brasileiros da amêndoa.
A informação foi obtida com exclusividade pelo site O Tabuleiro, que revelou a movimentação da entidade máxima do agronegócio nacional. A ação, ainda em fase de preparação, mira possíveis práticas que possam configurar abuso de poder econômico e formação de preços abaixo dos custos de produção, prejudicando a rentabilidade dos cacauicultores.
A notícia caiu como um alerta entre os produtores, especialmente na região do sul da Bahia, a principal zona cacaueira do país. A mobilização tem sido intensificada no Sul da Bahia. Em Ilhéus, a Ilhéus FM tem dedicado espaços em sua programação para cobrar um posicionamento claro tanto da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) quanto da Associação Nacional dos Produtores de Cacau sobre os próximos passos da categoria.
O comunicador Vila Nova, tem defendido em seus pronunciamentos medidas mais duras para coibir o que ele classifica como concorrência desleal. Ele sugeriu que seja adotada a apreensão e incineração do cacau vindo da África, argumentando que parte desse volume ingressa no país sem a devida e necessária comprovação de segurança sanitária, pressionando os preços internos para baixo.
“Não é possível que o produtor que trabalha dentro da lei, que cumpre as rigorosas exigências sanitárias brasileiras, seja penalizado por uma concorrência que não passa pelos mesmos crivos”, destacou Vila Nova durante um de seus programas, repercutindo a insatisfação generalizada entre os agricultores da região.
Enquanto o setor aguarda os desdobramentos da ação que será analisada pelo CADE — órgão responsável por zelar pela livre concorrência —, a expectativa é de que tanto a CNA quanto a associação de produtores se manifestem oficialmente nos próximos dias para alinhar as estratégias de defesa da cacauicultura nacional.
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