CREMEB DIZ QUE NÃO HÁ PROCESSO ÉTICO EM ANDAMENTO CONTRA MÉDICO APÓS MORTE DE EMPRESÁRIA DURANTE CIRURGIA EM ILHÉUS
Conselho afirma que denúncias anteriores contra o profissional tiveram resultados comunicados às partes e que eventuais sanções públicas são divulgadas oficialmente
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que não existe, atualmente, processo ético-profissional em tramitação no Tribunal de Ética Médica que cite o cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback, responsável pelo procedimento realizado na empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, que morreu após passar por cirurgias estéticas no hospital Vida, em Ilhéus.
A manifestação do conselho ocorre após a morte da empresária e diante de informações sobre denúncias anteriores envolvendo o médico. As denúncias contra Rossini Ruback são de 2023, quando pacientes relataram ter sofrido complicações graves, após cirurgias plásticas realizadas no Rio de Janeiro e nas cidades baianas Itabuna, Salvador, Eunápolis e Vitória da Conquista). À época, Rossini era denunciado de ter cometido erros médicos nos procedimentos de 40 pacientes. Na ocasião, a defesa do médico afirmou que as acusações eram falsas e que o profissional jamais havia sido condenado judicialmente por qualquer conduta médica irregular.
Sobre esses casos, o Cremeb esclareceu que os resultados das apurações foram comunicados às partes envolvidas. Segundo o órgão, os procedimentos são protegidos pelo sigilo previsto no Código de Processo Ético-Profissional (CPEP), razão pela qual detalhes não são divulgados publicamente.
O conselho também explicou que, quando há sanções de caráter público aplicadas a médicos, a divulgação ocorre pelos canais oficiais da instituição, incluindo o site do Cremeb e o Diário Oficial da União (DOU).
Adriele, que tinha 31 anos e morava nos Estados Unidos havia cerca de cinco anos, retornou ao Brasil para realizar procedimentos estéticos. Segundo familiares, estavam previstos mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.
De acordo com os familiares, os procedimentos começaram por volta das 10h. Após horas de espera, parentes teriam recebido inicialmente a informação de que a cirurgia ainda estava em andamento e, posteriormente, de que Adriele estaria demorando para acordar.
O médico Rossini Tebaldi Ruback afirmou, em nota, que a cirurgia transcorreu sem intercorrências e que, na fase final do procedimento, a paciente apresentou uma alteração grave e inesperada no quadro clínico.
Segundo a versão apresentada pelo médico, a equipe de anestesiologia identificou sinais compatíveis com hipertermia maligna, condição rara e potencialmente fatal. Medidas de emergência teriam sido adotadas, mas Adriele não respondeu ao tratamento e morreu.
A causa do óbito ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades. Também não há, até o momento, conclusão que estabeleça eventual responsabilidade médica pela morte da empresária.
O caso deverá ser esclarecido por meio da apuração das circunstâncias do atendimento, análise dos registros médicos e demais procedimentos realizados pelas autoridades competentes.
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