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EDUCAÇÃO FINANCEIRA ENTRA EM DEBATE NO “O TABULEIRO” E SECRETÁRIA DIZ TER INTERESSE EM LEVAR TEMA ÀS ESCOLAS

EDUCAÇÃO FINANCEIRA ENTRA EM DEBATE NO “O TABULEIRO” E SECRETÁRIA DIZ TER INTERESSE EM LEVAR TEMA ÀS ESCOLAS
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 05/05/2026 15h38

Tema surge a partir de questionamento de Vila Nova e pode avançar no currículo com novo Plano Municipal de Educação

A ampliação da educação financeira nas escolas da rede municipal de Ilhéus entrou em debate durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, nesta terça-feira (05), após um questionamento do comunicador Vila Nova sobre o alto nível de endividamento da população.

Ao introduzir o tema, Vila Nova destacou que o problema não está apenas na renda, mas na falta de preparo para lidar com o dinheiro. “A população está muito endividada, não é porque ganha mal, é porque não sabe gastar. Tem gente que ganha R$ 10 mil, R$ 15 mil e está endividada, enquanto outros com salário menor não têm dívida. Isso é educação financeira que a pessoa não tem”, afirmou. Ele defendeu que o ensino do tema nas escolas pode contribuir para mudanças estruturais. “Se a gente tiver educação financeira em Ilhéus, vamos conseguir fazer a nossa parte a partir daqui”, acrescentou, ao questionar a Secretaria de Educação sobre a possibilidade de inclusão do conteúdo na rede municipal.

Em resposta, a secretária municipal de Educação, Evani Cavalcanti, afirmou que o tema já faz parte de iniciativas em andamento e está no radar da gestão. “Nós temos uma parceria com o Sebrae com educação empreendedora, e dentro desse contexto tem uma parte que fala de educação financeira”, explicou.

Segundo ela, o município já conta com adesão significativa ao programa. “Estamos com 11 escolas atendidas, enquanto o Sebrae disponibiliza 15 por município. As outras quatro são do governo do Estado”, disse.

Evani reforçou a importância do tema e indicou que há interesse em ampliá-lo. “É um interesse nosso trazer educação financeira”, afirmou.

No entanto, destacou que a implementação mais ampla depende de estrutura e investimento. “Para que eu possa ter livro, equipe, eu preciso formar, qualificar, e isso perpassa por investimento financeiro para chegar na ponta, para o aluno”, explicou.

A secretária também informou que a inclusão do tema no currículo já vem sendo estudada. “Nós já estamos analisando isso desde o ano passado, como conseguir colocar no currículo, que já é todo fechado”, disse.

Ela apontou que o avanço pode ocorrer com a construção do novo Plano Municipal de Educação. “Esse é um ano muito rico, porque vamos tratar do novo plano, que é colaborativo, com participação da comunidade, e nele conseguimos fazer essas alterações curriculares”, afirmou.

Além da formação dos estudantes, Evani sugeriu ampliar a discussão dentro da própria rede. “A gente pode tentar fazer um curso de educação financeira para os nossos profissionais”, disse.

Durante a entrevista, a secretária também destacou que o município ainda precisa avançar em outras frentes no ensino. “A gente não trata ainda a economia verde na educação, e isso é importante. Outros estados e países já fazem”, pontuou.

Confira a entrevista completa: 

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