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ENTREGA DE AMBULÂNCIA VIRA PALANQUE: PRIMEIRA-DAMA DE ITABUNA USA ESTRUTURA PÚBLICA EM PROMOÇÃO PESSOAL PRÉ-ELEITORAL

ENTREGA DE AMBULÂNCIA VIRA PALANQUE: PRIMEIRA-DAMA DE ITABUNA USA ESTRUTURA PÚBLICA EM PROMOÇÃO PESSOAL PRÉ-ELEITORAL
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 06/02/2026 14h55

Em vídeo, Andréia Castro, pré-candidata a deputada estadual e mulher do prefeito, protagoniza ato oficial como se fosse autoridade, levantando críticas sobre uso indevido da máquina pública

Um vídeo publicado nas redes sociais da primeira-dama de Itabuna, Andréia Castro, reacendeu o debate sobre o uso da estrutura pública para fins de promoção pessoal e campanha eleitoral antecipada. Nas imagens, referentes à entrega de uma ambulância para o município, Andréia aparece como figura central, desempenhando o papel de autoridade que, legalmente, não possui.

ENTREGA DE AMBULÂNCIA VIRA PALANQUE: PRIMEIRA-DAMA DE ITABUNA USA ESTRUTURA PÚBLICA EM PROMOÇÃO PESSOAL PRÉ-ELEITORAL

Castro, que é pré-candidata a deputada estadual e esposa do prefeito Augusto Castro, é a protagonista do vídeo. Ela aparece segurando e entregando a chave do veículo, gesto simbólico normalmente reservado a gestores ou autoridades diretamente responsáveis pela área. A cena foi encenada de forma a transmitir à população a imagem de uma "benfeitora" ou gestora direta do benefício, apesar de ela não ocupar nenhum cargo na administração municipal no momento. Sua última passagem pelo governo foi como secretária, da qual foi exonerada.

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A presença da secretária municipal de Saúde, Livia Mendes, no vídeo, reforça a formalidade do ato público. No entanto, a gestora da pasta fica inteiramente calada durante a gravação, não proferindo uma única palavra, o que a reduz a uma figura coadjuvante e passiva no evento. Esse detalhe é interpretado por analistas políticos e juristas como um indicativo claro de que o foco principal não era informar sobre um investimento em saúde, mas sim projetar a imagem da primeira-dama.

"A cena é um exemplo didático de como a máquina pública pode ser desvirtuada para fins eleitorais", comenta o professor de Direito Constitucional, Dr. Carlos Henrique Martins. "A primeira-dama não tem função executiva, não pode gerir recursos ou entregar oficialmente bens públicos. Ao colocar-se nessa posição, utilizando um evento administrativo do governo , há uma nítida configuração de promoção pessoal irregular, principalmente considerando sua condição de pré-candidata. Isso pode configurar ato de improbidade administrativa e violação à legislação eleitoral, que veda o uso da máquina pública em campanha."

A ação foi amplamente criticada nas redes sociais e por grupos de oposição. "É um desrespeito ao erário e aos cidadãos. A saúde, que é uma área tão carente, está sendo usada como pano de fundo para um marketing pessoal barato", afirmou o ex vice prefeito da cidade oposicionista Enderson Bruno dos Santos (Guinho) (UB).

O caso expõe a tênue linha entre a participação cívica de familiares de gestores e a exploração política indevida de cargos e estruturas que são mantidas com dinheiro de todos os contribuintes. Enquanto a ambulância deveria simbolizar um avanço para a saúde pública, a encenação de sua entrega passa a representar um retrocesso na ética e no correto uso da coisa pública.

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