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EX-SUBCONTROLADOR DE ILHÉUS CRITICA EXONERAÇÃO, COBRA RESPEITO A VALDERICO JÚNIOR E AMEAÇA FAZER OPOSIÇÃO AO GOVERNO

EX-SUBCONTROLADOR DE ILHÉUS CRITICA EXONERAÇÃO, COBRA RESPEITO A VALDERICO JÚNIOR E AMEAÇA FAZER OPOSIÇÃO AO GOVERNO
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 30/10/2026 17h53

Em vídeo publicado nas redes sociais, Bruno Rosário afirma que foi retirado da função sem ser comunicado pessoalmente pelo prefeito. Ele diz que decisão desconsiderou sua trajetória política de oito anos e anuncia disposição de deixar a gestão

O ex-subprocurador da Controladoria do Município de Ilhéus, Bruno Rosário, publicou um vídeo nas redes sociais em que manifesta insatisfação com a forma como foi tratado após mudanças em sua função na administração municipal. Exonerado do cargo que ocupava na Controladoria, ele afirma que foi transferido para uma função de chefia de divisão na Procuradoria-Geral do Município, com redução na remuneração bruta de R$ 4,5 mil para R$ 3,8 mil.

Na gravação, Bruno direciona críticas ao prefeito Valderico Júnior (União Brasil) e afirma que sua indignação não está relacionada à diferença salarial de R$ 700, mas à falta de reconhecimento e consideração pela trajetória política que, segundo ele, construiu ao lado do gestor ao longo de oito anos.

Bruno relata que conheceu Valderico em 2018, por intermédio do professor Emerson Silva, e que, desde então, passou a participar das articulações políticas do grupo. Ele afirma que deixou outros compromissos políticos para apoiar o projeto de Valderico e permaneceu ao lado dele nas eleições de 2020, 2022 e 2024.

Ao relembrar a disputa municipal de 2024, Bruno destaca sua atuação na presidência do PRD, partido pelo qual afirma ter organizado candidaturas e articulado apoios à campanha de Valderico. Ele também menciona que o prefeito venceu a eleição com uma diferença de 2.639 votos em relação à adversária Adélia Pinheiro, enquanto o PRD obteve 1.777 votos proporcionais.

Segundo Bruno, apesar da participação nas articulações eleitorais, ele e outros integrantes do grupo não foram chamados para participar da transição de governo nem da montagem da administração. Ele afirma que só foi procurado depois da posse, em 4 de janeiro, quando recebeu a proposta para assumir a subcontroladoria de auditoria governamental, com remuneração bruta de R$ 4,5 mil.

O ex-integrante da gestão também relata dificuldades de relacionamento durante sua passagem pela Controladoria. Ele afirma que esperava uma oportunidade de ocupar uma função compatível com sua formação e experiência na administração pública, mas acabou sendo exonerado da subcontroladoria e transferido para a Procuradoria, em uma posição que considera inferior à anterior.

Outro ponto levantado por Bruno é a ausência de uma comunicação direta do prefeito sobre a mudança. Ele diz que não recebeu ligação, não foi chamado ao gabinete e não teve uma conversa para que a decisão fosse explicada.

Na gravação, também questiona a possibilidade de seu antigo espaço ser considerado uma indicação política de Edson Silva. Bruno afirma que, embora mantenha uma relação de amizade e aliança com Edson, possui trajetória e atuação política próprias. Ele cita sua pós-graduação na área pública, o curso de Direito e a experiência na administração pública.

Ao longo do vídeo, Bruno afirma que não pretende permanecer em uma estrutura na qual considera que sua contribuição foi esquecida. Ele diz que gostaria de ter uma conversa franca com o prefeito e que, caso a decisão de não contar mais com sua participação seja definitiva, seguirá seu próprio caminho político.

O ex-subcontrolador faz uma declaração que aumenta a tensão política entre ele e a administração municipal. Parafraseando uma manifestação atribuída ao ex-prefeito Jabes Ribeiro ao deixar o governo, Bruno afirma que, caso saia da gestão, sua disposição será fazer uma "oposição duríssima". "Não por ter perdido um cargo, não por ter perdido R$ 700 de diferença salarial, mas porque não aceito uma história de oito anos, uma contribuição política real e uma relação de confiança sejam tratadas dessa maneira", declarou.

Bruno encerra afirmando que o prefeito pode não reconhecer sua contribuição, mas não pode apagar sua participação na construção do projeto político que levou Valderico Júnior à Prefeitura de Ilhéus.

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