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ILHÉUS REESTRUTURA UNIDADE DE VIGILÂNCIA EM ZOONOSES E PREPARA RETOMADA DAS CASTRAÇÕES DE CÃES E GATOS

ILHÉUS REESTRUTURA UNIDADE DE VIGILÂNCIA EM ZOONOSES E PREPARA RETOMADA DAS CASTRAÇÕES DE CÃES E GATOS
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 28/07/2026 13h43

Espaço passa por reforma estrutural, implantação de centro cirúrgico veterinário e aquisição de equipamentos para voltar a oferecer o serviço à população

A reestruturação da Unidade de Vigilância em Zoonoses de Ilhéus foi um dos assuntos abordados por Katiussa Ribeiro, da Secretaria Municipal de Saúde, durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, nesta terça-feira (28). Ao responder sobre a previsão de funcionamento do espaço, ela afirmou que o município está reconstruindo a unidade e preparando a retomada do serviço de castração de cães e gatos.

Segundo a coordenadora, a atual gestão encontrou a unidade em condições precárias, tanto na estrutura física quanto na oferta dos serviços que são de sua competência. "Nós estamos em uma fase de total reestruturação da Unidade de Vigilância em Zoonoses. Nessa gestão nós encontramos uma unidade completamente arrasada, desestruturada em nível de estrutura física e sem a oferta da maior parte dos serviços que são de competência da unidade", afirmou.

Ela explicou que a primeira alternativa foi realizar um credenciamento público para contratar clínicas veterinárias, médicos-veterinários e equipes externas, permitindo que as castrações fossem ofertadas de forma emergencial. No entanto, o processo não teve êxito.

Diante disso, a Secretaria retomou o projeto de reconstrução do centro cirúrgico da própria unidade. "Partimos do zero em toda a reestruturação do laboratório, da sala de vacina, da sala de necrópsia e de todo o material necessário para montar esse centro cirúrgico. Estamos no processo de licitação para adquirir os equipamentos e inaugurar a unidade já ofertando esse serviço à população", explicou.

Questionada sobre os motivos que podem ter levado as clínicas veterinárias a não aderirem ao credenciamento, Katiussa disse que a Secretaria acredita que fatores como custo e estrutura possam ter influenciado, embora não seja possível afirmar que esse tenha sido o motivo determinante.

Ela ressaltou que existe uma demanda reprimida por castrações no município, o que exigiria das clínicas um aumento significativo na capacidade de atendimento, na equipe técnica e na organização da rotina de trabalho.

Ao falar sobre o funcionamento do serviço, a coordenadora informou que a prioridade será atender animais em situação de abandono ou de rua, além daqueles acolhidos por organizações não governamentais e por protetores independentes.

Ela acrescentou que famílias de baixa renda também deverão estar entre os primeiros beneficiados. "Um dos critérios será o Bolsa Família. Esse será um dos recortes populacionais para o atendimento", pontuou.

Durante a entrevista, Vila Nova perguntou em que fase está o processo de aquisição dos equipamentos necessários para o funcionamento do centro cirúrgico. Katiussa respondeu que a licitação ainda está em andamento.

Ela explicou que boa parte dos materiais necessários é específica da medicina veterinária e não existia mais na unidade quando a atual gestão assumiu. "A gente não tinha mais laboratório, não tinha mais condição de fazer um hemograma no Centro de Zoonoses. Não tinha material nenhum. Estava completamente sucateado", relatou.

Além da compra de equipamentos, a coordenadora destacou que a estrutura física da unidade também está sendo recuperada. Segundo ela, foram realizadas intervenções no gatil, com implantação de sistema de escoamento de água, recuperação das telas dos canis, reconstrução das baias e correção de problemas estruturais que colocavam em risco os animais.

Sobre o atendimento aos animais em situação de rua, Katiussa explicou que será necessário criar um processo de identificação para confirmar que eles realmente não possuem tutores antes da realização da castração.

Ela ressaltou ainda que esses animais não permanecerão na Unidade de Vigilância em Zoonoses após o procedimento. "É importante que a população saiba que os animais de rua serão devolvidos para a rua. Nós não somos um abrigo. Vamos promover a castração, mas eles retornarão ao local de onde foram recolhidos", esclareceu.

A coordenadora informou que a Secretaria vem discutindo com organizações não governamentais e ativistas da causa animal como será organizada toda a logística de funcionamento, incluindo o transporte, a identificação dos animais e os cuidados no período pós-operatório.

Segundo ela, a unidade não terá estrutura para manter um grande número de animais durante a recuperação, tornando necessário definir como será feito o acompanhamento após as cirurgias.

Ao concluir o assunto, Katiussa Ribeiro afirmou que a retomada do serviço de castração na Unidade de Vigilância em Zoonoses é uma decisão já definida. Entretanto, explicou que o fluxo de atendimento e toda a logística operacional ainda estão sendo construídos em conjunto com representantes da causa animal e a população. "A única certeza que nós temos hoje é que vamos voltar a ofertar esse serviço à população na Unidade de Vigilância em Zoonoses. Como será esse fluxo e toda essa logística é algo que ainda está sendo construído", concluiu.

Confira a entrevista completa: 

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