LAUDO NÃO CONSEGUE IDENTIFICAR CALIBRE OU TIPO DE PROJÉTIL QUE MATOU PM MAURÍCIO DANTAS
Exame de necropsia aponta inviabilidade técnica para determinar a munição responsável pelas lesões fatais; corpo precisou passar por exames de raio-X durante os procedimentos periciais.
O laudo de exame de necropsia do policial militar Maurício Dantas dos Santos, morto após ser baleado durante uma ocorrência na zona rural de Ilhéus, não conseguiu determinar o tipo ou o calibre do projétil que provocou os ferimentos fatais. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (28).
O documento, assinado pelo perito médico-legal Mauro Pereira de Souza, aponta que, apesar dos procedimentos realizados pelas equipes técnicas envolvidas na perícia e na investigação, não houve condições técnicas para identificar a munição responsável pelas lesões que levaram à morte do militar.
Durante a necropsia realizada no Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Ilhéus, o corpo de Maurício precisou ser encaminhado temporariamente ao Hospital Regional Costa do Cacau para a realização de exames complementares de imagem por raio-X.
Mesmo com o suporte dos equipamentos radiológicos do hospital, os exames não forneceram elementos suficientes para que a perícia pudesse localizar e retirar o projétil ou estabelecer suas características.
O CRIME
Maurício Dantas, que integrava a Companhia Independente de Policiamento Tático do Sul (CIPT Sul/Rondesp Sul), morreu na noite de domingo (26), após ser atingido por um disparo durante uma ocorrência na região de Couto, zona rural de Ilhéus.
Segundo as informações sobre o caso, policiais militares retornavam da Festa no Rio do Engenho quando avistaram dois homens em uma motocicleta. Durante a abordagem, os suspeitos teriam sacado armas e efetuado disparos contra a guarnição. Maurício foi atingido na região da costela.
O policial foi socorrido em estado gravíssimo para o Hospital Regional Costa do Cacau. Durante o atendimento médico, sofreu três paradas cardiorrespiratórias e não resistiu aos ferimentos.
A investigação do crime segue com a apuração das circunstâncias do confronto e da autoria dos disparos. O laudo de necropsia, embora não tenha conseguido identificar o calibre ou o tipo de projétil, integra os elementos periciais utilizados na investigação.
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