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MÁRIO ALEXANDRE EXPLICA QUE R$ 1 MILHÃO DEVOLVIDO PELA CÂMARA E QUE SERIA USADO PARA OBRA NA TAPERA FOI DESTINADO À “FONTE ZERO”

MÁRIO ALEXANDRE EXPLICA QUE R$ 1 MILHÃO DEVOLVIDO PELA CÂMARA E QUE SERIA USADO PARA OBRA NA TAPERA FOI DESTINADO À “FONTE ZERO”
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 13/03/2026 12h59

Ex-prefeito afirma que recurso não era verba carimbada e passou a integrar o orçamento geral do município

O ex-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, explicou durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, como foi tratado o valor de R$ 1 milhão devolvido pela Câmara de Vereadores ao município e que, segundo anúncio feito na época, seria destinado a uma obra na região da Tapera.

Durante a entrevista, foi lembrado que o então presidente da Câmara, vereador Paulo Carqueja, realizou a devolução de uma sobra orçamentária de cerca de R$ 3 milhões aos cofres do município. Na ocasião, foi anunciado que R$ 1 milhão seria utilizado junto com mais R$ 600 mil do próprio município para a realização de uma obra na localidade. O projeto chegou a ser licitado e iniciado, mas a empresa responsável não concluiu os trabalhos.

O assunto voltou a ser debatido após o atual secretário municipal mencionar que não teria localizado o recurso de R$ 1 milhão destinado à obra.

Na entrevista, Mário Alexandre afirmou que o valor não desapareceu, mas foi incorporado ao orçamento geral da prefeitura, por meio de “fonte zero”.

Segundo ele, quando o recurso entra nessa categoria, deixa de estar vinculado especificamente a uma obra ou finalidade determinada.

“O dinheiro está na conta da fonte zero. Não é uma verba carimbada. Quando entra na fonte zero, ele vai para o bolo geral do orçamento”, explicou.

O ex-prefeito afirmou que, por não ser um recurso vinculado, o valor pode ser utilizado em diferentes despesas da administração municipal.

Ele também destacou que essa fonte orçamentária é utilizada para diversos pagamentos, inclusive relacionados a obrigações financeiras do município.

“Na fonte zero até pagamento de precatório sai. Não tem como você segurar um milhão ali separado”, disse.

Durante a conversa, o apresentador Vila Nova observou que, quando o anúncio foi feito à população, criou-se a expectativa de que o recurso estaria garantido exclusivamente para a obra da Tapera.

Mário Alexandre respondeu que, nesses casos, a execução depende de planejamento financeiro da gestão municipal.

Ele explicou que obras públicas normalmente são pagas de forma parcelada, conforme a execução e as medições feitas ao longo do contrato.

“Você não pega o milhão, guarda e faz a obra de uma vez. A obra vai sendo feita por etapas, com medições: cem mil em um mês, cento e cinquenta mil em outro, até completar o valor”, afirmou.

Ainda durante a entrevista, Mário Alexandre citou dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, como bloqueios judiciais de recursos, que segundo ele chegaram a cerca de R$ 10 milhões por mês durante sua gestão.

Ao final da conversa, também foi mencionado que o projeto relacionado à área da Tapera poderá ser contemplado por investimentos federais dentro do PAC Encostas, com recursos destinados a obras de contenção e infraestrutura.

Confira a entrevista completa:

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