MAGNO LAVIGNE DEFENDE MÃE DECA E COBRA PUNIÇÃO APÓS DENÚNCIA DE RACISMO RELIGIOSO EM SANTO AMARO
Candidato a deputado estadual manifestou solidariedade à ialorixá e defendeu responsabilização após denúncia de ataques contra terreiro em Acupe
O candidato a deputado estadual Magno Lavigne (Rede Solidariedade) manifestou solidariedade à ialorixá Mãe Deca e à comunidade do Ilê Axé Tonan Onirê, no distrito de Acupe, em Santo Amaro, após a religiosa denunciar supostos atos de racismo religioso, destruição de patrimônio sagrado e ameaça de morte.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Magno criticou o episódio e defendeu a responsabilização do pastor identificado como Sandro, apontado na denúncia como responsável pelos ataques. Segundo o relato apresentado pela ialorixá, o religioso teria destruído, em duas ocasiões, um assentamento dedicado ao orixá Exu localizado em frente ao terreiro.
“Que absurdo, que absurdo. Vejam o que aconteceu aqui no terreiro de Mãe Deca. Ela denunciou ataques religiosos feitos por um pastor, que foi lá e simplesmente se achou no direito de destruir um assentamento de Exu”, afirmou Magno.
O candidato também destacou a importância histórica e cultural de Acupe e relacionou o episódio à defesa da liberdade religiosa.
“Estamos falando de Acupe, em Santo Amaro, conhecida como rota da liberdade, que é um conjunto de quilombos que envolve Cachoeira e Santo Amaro. Justamente um local que luta pela liberdade de expressão e pela liberdade religiosa, vem lá esse pastor e destrói”, declarou.
Na manifestação, Magno defendeu uma resposta das autoridades e a proteção à comunidade religiosa.
“Defendemos que se faça justiça: primeiro, punição exemplar a esse pastor pela sua intolerância religiosa. Permitir, nestes tempos, coisas como estas? Terceiro, todo o apoio a Mãe Deca e a todo o povo de Axé, pois ninguém pode definir como se deve professar sua fé”, afirmou.
Denúncia
Mãe Deca, como é conhecida a ialorixá Vanderlinda da Silva Santos, denunciou o caso às autoridades. De acordo com relato divulgado pelo Grupo A TARDE, o assentamento de Exu teria sido destruído nos dias 3 e 30 de agosto.
A denúncia também inclui uma suposta ameaça de morte contra a religiosa. Segundo informações da Polícia Civil, o inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça em 12 de setembro, com o indiciamento do suposto autor.
A Polícia Militar também realizou diligências na região com o objetivo de reforçar a segurança da comunidade religiosa.
O episódio reacende o debate sobre intolerância e racismo religioso na Bahia e sobre a necessidade de garantir a liberdade de culto e a proteção aos espaços de religiões de matriz africana.
Deixe seu comentário para MAGNO LAVIGNE DEFENDE MÃE DECA E COBRA PUNIÇÃO APÓS DENÚNCIA DE RACISMO RELIGIOSO EM SANTO AMARO