MAKRISI ANGELI DEFENDE RENOVAÇÃO NA DIREÇÃO DO SIMPOJUD E PROPÕE RECOMPOSIÇÃO SALARIAL DE 12% AO ANO
Candidato à presidência do sindicato pela Chapa 2 apresenta propostas para os servidores do Judiciário baiano, critica a comunicação da atual gestão e defende maior participação dos filiados nas decisões da entidade
O servidor do Poder Judiciário da Bahia, Makrisi Angeli, é candidato à presidência do Simpojud pela Chapa 2, intitulada Resgate, Transparência e Luta. Em entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, nesta sexta-feira (30), ele apresentou as propostas do grupo e apontou problemas que, na avaliação dele, precisam ser enfrentados pela entidade.
Com 35 anos de história, o sindicato representa aproximadamente 8 mil servidores distribuídos em 203 comarcas baianas, dos quais cerca de 6 mil são filiados. Makrisi, que participa do movimento sindical desde 2005, apontou a comunicação como uma das principais fragilidades da atual gestão. “Os filiados perguntam coisas básicas que deveriam estar no Instagram ou no site e não conseguem ter a informação. Essa desinformação é muito ruim para dar sustentação e apoio à instituição”, afirmou.
Outra crítica diz respeito à falta de articulação com as demais entidades representativas dos servidores nas negociações com o Tribunal de Justiça da Bahia. Segundo o candidato, a atual direção optou por apresentar uma proposta isolada para o novo plano de cargos e vencimentos, enquanto outras três representações construíram uma proposta conjunta.
Makrisi afirmou que a proposta apresentada pelo Simpojud foi considerada prejudicial à categoria por um representante da presidência do Tribunal.
Entre as principais reivindicações da Chapa 2 está a recomposição salarial dos servidores, que, segundo ele, acumulam perdas superiores a 50%. A proposta é negociar uma recuperação de aproximadamente 12% ao ano, ao longo de quatro anos, por meio do novo plano de cargos e vencimentos.
O candidato também defendeu melhores condições de trabalho, realização de concurso público e atenção à saúde dos servidores. Como exemplo da sobrecarga, relatou que seu cartório, em Ilhéus, passou de 14 servidores e 2.500 processos, há oito anos, para apenas oito trabalhadores responsáveis por aproximadamente 7.500 processos atualmente.
Sobre a estrutura do Fórum de Ilhéus, Makrisi reconheceu as melhorias do novo prédio, mas afirmou que os equipamentos e as condições de trabalho continuam apresentando problemas, como computadores antigos, mobiliário sem ergonomia e instabilidade nos sistemas.
A situação dos aposentados e pensionistas também está entre as prioridades da chapa. Segundo Makrisi, os servidores podem perder aproximadamente 30% dos rendimentos ao se aposentar, em razão de benefícios que não são incorporados aos vencimentos. Ele informou que o sindicato possui mais de 4 mil aposentados e pensionistas.
O candidato ainda propõe reformular o atendimento jurídico do sindicato, melhorar a comunicação com as regionais e ampliar a participação dos filiados. Para isso, defende a realização de assembleias virtuais e a implantação de votação digital nas eleições da entidade.
Durante a entrevista, Makrisi apresentou os integrantes da Chapa 2, que reúne representantes de diferentes áreas do Judiciário. Ele ficará na presidência; Cláudio Magalhães será responsável pelo financeiro; Tiago Pascoal, pelo jurídico; Damião Corrêa, pela administração; Rosemary Bacelar, pela secretaria; e Carmen Maria, pela comunicação. Também integram a diretoria Maria Lenilda, Regina Areias e Maria de Lourdes, além de suplentes e conselheiros fiscais.
A eleição do Simpojud está marcada para 27 de novembro, com votação durante todo o dia nas comarcas. O mandato da diretoria é de quatro anos.
Ao final, Makrisi reforçou o convite à participação dos servidores na votação e destacou o propósito da candidatura: “27 de novembro é o dia de a gente dar o voto na Chapa 2, pelo resgate, transparência e luta da representatividade dos servidores do Poder Judiciário da Bahia”.
Confira a entrevista completa:
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