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NA ESTRADA COM MAGNO LAVIGNE: CONVERSAS, RÁDIO E AFETO, UMA BAHIA QUE NÃO PARA DE ENSINAR

NA ESTRADA COM MAGNO LAVIGNE: CONVERSAS, RÁDIO E AFETO, UMA BAHIA QUE NÃO PARA DE ENSINAR
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 08/06/2026 14h47

Percorrendo diferentes regiões baianas, Magno reafirmou uma marca que o acompanha há anos: a convicção de que o desenvolvimento nasce do diálogo, da escuta e da valorização das pessoas

Por onde passa, uma certeza se confirma: o maior patrimônio da Bahia é a sua gente. E gente boa sempre rende uma grande história.Há viagens que se medem em quilômetros. Outras, em encontros.

A mais recente jornada de Magno Lavigne pelo interior da Bahia foi dessas que não cabem no marcador do carro. Foram dias de estrada, conversas, abraços, reflexões e descobertas que revelam um estado vibrante, diverso e profundamente humano.

Percorrendo diferentes regiões baianas, Magno reafirmou uma marca que o acompanha há anos: a convicção de que o desenvolvimento nasce do diálogo, da escuta e da valorização das pessoas.

O sabor da Bahia em Formosa do Rio Preto

A passagem por Formosa do Rio Preto começou como toda boa história baiana: à mesa.

Convidado pelos amigos Raimundo, Salvador e Carloman para um almoço daqueles que fazem qualquer dieta pedir licença, Magno encontrou muito mais do que uma saborosa galinha caipira. Entre uma garfada e outra, mergulhou no cotidiano dos produtores locais, conheceu de perto a fabricação artesanal da farinha e ouviu histórias de trabalhadores que ajudam a movimentar a economia da região.

Saiu dali alimentado de várias formas.Pela comida que, segundo testemunhas presentes, mereceria tranquilamente uma secretaria própria, mas também pela simplicidade, pela generosidade e pela força de quem mantém vivas as tradições do campo baiano.

Em Ilhéus, a celebração de quem ensinou tudo

Nem só de compromissos públicos vive uma viagem. Entre reuniões, entrevistas e visitas, houve espaço para um momento profundamente pessoal: a celebração do aniversário de Dona Gracinha, sua mãe.

Em uma homenagem carregada de emoção, Magno a definiu como seu maior exemplo de amor, coragem, dignidade e força.

Foi um daqueles textos que dispensam formalidades. Sem estratégia. Sem protocolo. Sem discurso. Apenas um filho agradecendo pelos ensinamentos recebidos ao longo da vida. Uma lembrança de que toda trajetória pública começa, antes de tudo, dentro de casa.

A despedida de um amigo de Ilhéus

A semana também reservou um momento de tristeza. Magno lamentou o falecimento de Alcides Kruschewsky, figura marcante da vida administrativa e política de Ilhéus.

Ao recordar os anos de convivência e trabalho conjunto, destacou sua inteligência, capacidade de diálogo, visão estratégica e compromisso com o desenvolvimento da cidade.

Mais do que homenagear um gestor público, a mensagem ressaltou uma qualidade cada vez mais rara: a lealdade.

Segundo Magno, essa foi uma das características que fizeram de Alcides uma referência para colegas, amigos e todos que tiveram a oportunidade de compartilhar sua caminhada.

Barreiras: quando as ideias ganham força

Em Barreiras, uma das cidades mais dinâmicas do Oeste baiano, Magno participou de encontros com lideranças regionais para discutir desafios e oportunidades para o desenvolvimento econômico e social da Bahia.

Em tempos dominados por opiniões instantâneas e discursos prontos, o encontro chamou atenção justamente pelo oposto: muita escuta, troca de experiências e construção coletiva.

A conclusão parecia simples, mas carregava uma verdade poderosa: ninguém conhece melhor uma realidade do que quem a vive todos os dias.

O microfone aberto para o debate

Ainda em Barreiras, a agenda levou Magno aos estúdios da Rádio Vale FM. Durante entrevista ao vivo, participou de um debate sobre temas que impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros, especialmente trabalhadores e empregadores.

Entre os assuntos discutidos estiveram a escala de trabalho, as condições de negociação e os desafios das relações laborais no país.

Com linguagem direta e acessível, destacou que direitos como férias remuneradas, décimo terceiro salário, jornada regulamentada e descanso semanal não surgiram por acaso. Foram conquistas construídas ao longo de décadas de diálogo, organização e participação social.

Mais do que uma discussão econômica, a conversa tratou de qualidade de vida, saúde, educação e convivência familiar. Porque trabalho digno também significa tempo para viver.

A verdadeira pauta da estrada

Ao final da viagem, fica a impressão de que a verdadeira pauta nunca esteve apenas nos compromissos oficiais. Ela estava em cada lar. Nos estúdios de rádio. Nas salas de reunião. Nas histórias dos trabalhadores. Nos abraços de família. Nas homenagens. E até nas despedidas.Porque a Bahia que Magno  Lavigne encontra pelo caminho é a mesma Bahia construída todos os dias por trabalhadores, educadores, agricultores, lideranças comunitárias, mães, amigos e sonhadores. Uma Bahia que resiste. Que produz. Que acolhe. Que ensina. E que segue escrevendo sua história pelas mãos do seu próprio povo.

No fim das contas, cada parada rende uma nova história. E talvez esteja aí o verdadeiro sentido da estrada. Afinal, na Bahia, quem sai para ouvir o povo quase sempre volta para casa com muito mais do que respostas. Volta com aprendizados. Volta com afeto. Volta com esperança. E, convenhamos, se no meio do caminho ainda surgir uma galinha caipira bem temperada, a viagem fica melhor, a conversa rende mais e a reportagem praticamente se escreve sozinha.

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