NETPLACE EM ILHÉUS: CLIENTE ESPERA TÉCNICO EM VÃO, PASSA 2H NA CENTRAL E SOFRE TENTATIVA DE VENDA CASADA
Consumidor relata que, após ninguém aparecer para o serviço agendado, empresa ofereceu roteador de R$ 259 como "solução" durante atendimento desastroso
Um cliente da NetPlece, empresa de internet que atua no município de Ilhéus, no sul da Bahia, viveu uma experiência que mistura descaso com indícios de prática abusiva. Depois de ter um problema técnico diagnosticado de forma inusitada — o sinal instável foi atribuído ao excesso de espelhos na casa —, o morador ficou toda a manhã deste sábado (13) à espera de um técnico que nunca chegou. Ao buscar ajuda na central online, enfrentou mais de duas horas de atendimento caótico e, como desfecho, recebeu uma oferta que acendeu o alerta: a tentativa de venda casada de um roteador, sem qualquer especificação, por R$ 259 à vista ou R$ 25 mensais de aluguel.

O problema começou quando o cliente, cansado das constantes oscilações no serviço, abriu uma reclamação. Horas depois, um técnico da NetPlece compareceu ao endereço e apresentou um diagnóstico que surpreendeu: a instabilidade do sinal seria causada pela grande quantidade de espelhos na residência. Para contornar a interferência dos objetos refletores, o profissional recomendou a instalação de um roteador adicional que cobrisse os demais cômodos. Ficou acertado que um técnico da empresa faria o serviço no sábado, dia 13, às 8h da manhã.
O combinado não foi cumprido. No sábado, o cliente aguardou durante toda a manhã e nenhum técnico apareceu. Sem qualquer aviso da Netplece, às 11h57 ele decidiu entrar em contato com a central de atendimento para questionar o horário e cobrar satisfação. Foi o início de uma saga de desencontros.
Das 11h57 até as 14h, o consumidor ficou preso a uma sucessão de atendimentos improdutivos. A primeira atendente identificada como Jennifer, começou o procedimento mas simplesmente parou de responder. Depois, Marcus assumiu a conversa por outro número da empresa, mas o problema não avançava. Somente depois de mais de duas horas de espera, já passando das 14h, uma terceira pessoa entrou em cena: Alexssandra, que se identificou como responsável pelo setor comercial e financeiro.Em vez de resolver a ausência do técnico ou reagendar o serviço, Alessandra apresentou uma proposta que, segundo o relato do cliente, caracteriza venda casada: ofereceu um roteador adicional — sem informar marca, modelo ou especificação — pelo valor de R$ 259 para compra ou R$ 25 por mês para aluguel. Só então veio a informação que faltava desde cedo: o técnico simplesmente não poderia atender no sábado.
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) considera prática abusiva condicionar a solução de um problema ou a continuidade de um serviço à aquisição de outro produto. No caso, a falha de cobertura do sinal, que já deveria ser garantida pelo serviço contratado, foi usada como justificativa para empurrar um equipamento extra pago. "Eu contratei internet, e a obrigação deles é entregar sinal de qualidade. Em vez de assumirem o erro, tentaram me vender um roteador. É um absurdo", desabafou o cliente.Este não é um caso isolado. Clientes da NetPlece em Ilhéus têm reclamado com frequência da qualidade instável da internet e do suporte precário. A ausência de comunicação sobre o cancelamento do serviço agendado, a ineficiência da central de atendimento e, agora, a suspeita de venda casada, reforçam o descontentamento com a empresa.
A NetPlece ainda não se manifestou. O espaço permanece aberto. Enquanto isso, o consumidor contabiliza as horas perdidas, o técnico que nunca chegou e a conexão que segue oscilando — seja por culpa dos espelhos, seja pelo reflexo de um atendimento que não reflete respeito ao cliente.
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