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OPERAÇÃO TAPA-BURACO EM ILHÉUS É FLAGRADA APLICANDO ASFALTO QUENTE SOBRE CHUVA; PRÁTICA É CONDENADA POR DESPERDIÇAR RECURSOS PÚBLICOS

OPERAÇÃO TAPA-BURACO EM ILHÉUS É FLAGRADA APLICANDO ASFALTO QUENTE SOBRE CHUVA; PRÁTICA É CONDENADA POR DESPERDIÇAR RECURSOS PÚBLICOS
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 03/06/2026 18h18

Especialistas e normas técnicas apontam que a aplicação de CBUQ em superfície molhada compromete a aderência do material, reduz a durabilidade do reparo e pode resultar em novos buracos poucos dias após a execução do serviço

Um vídeo enviado à redação do site OTabuleiro mostra uma grave falha técnica na Operação Tapa-Buraco realizada no final da tarde desta quarta-feira (3) na Avenida Canavieiras, no centro de Ilhéus. As imagens mostram funcionários da empresa responsável, a Rockefeller Ambiental, utilizando vassouras para remover a água acumulada em um buraco na pista e, em seguida, despejando asfalto quente no local — tudo isso sob forte chuva, com a fumaça característica do material subindo em meio ao temporal.

A cena chama atenção de pedestres e motoristas que passam pelo local, nas imagens é possível ver claramente a tentativa de aplicar o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) — material de alta durabilidade, mas que exige condições climáticas específicas — sobre uma superfície visivelmente encharcada.

O comunicador Vila Nova já se manifestou por diversas vezes na Ilheus FM criticando a execução do serviço em dia de chuva compromete todo o reparo. “O asfalto quente precisa ser aplicado e compactado em uma base seca e firme para garantir a aderência necessária. Quando entra em contato com a água, ele sofre um choque térmico, esfria rapidamente e perde sua capacidade de resistência, não precisa ser engenheiro para saber uma coisa simples dessa”, disse Vila Nova

A água age como barreira entre o asfalto e o solo, fazendo com que o reparo se descole da pista em poucos dias.O solo encharcado impede que a base fique firme, tornando o reparo instável e suscetível a novas deformações.Lama e água se misturam à massa asfáltica, alterando sua composição química e reduzindo drasticamente sua qualidade e durabilidade.

A água já acumulada no local enfraquece o solo, que não terá sustentação para suportar o tráfego de veículos, criando um novo buraco em um prazo ainda mais curto.

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