PROFESSORES DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS DECIDEM MANTER VIGÍLIA NA PORTA DA SEC ATÉ SEREM RECEBIDOS PELO GOVERNO DA BAHIA
A mobilização reúne docentes da UESC, UEFS, UNEB e UESB para cobrar do governador Jerônimo Rodrigues a retomada do diálogo com o movimento docente
Há um ano sem serem recebidos pelo Governo da Bahia, professoras e professores das Universidades Estaduais Baianas (UEBA) realizam, nesta quarta-feira (29), um ato em frente à Secretaria da Educação do Estado (SEC), em Salvador. Iniciada às 14h, a mobilização reúne docentes da UESC, UEFS, UNEB e UESB para cobrar do governador Jerônimo Rodrigues a retomada do diálogo com o movimento docente.

Como forma simbólica de marcar um ano sem negociações, a categoria levou um "bolo de aniversário" ao ato. Faixas, cartazes e falas também denunciam a ausência de diálogo e o descaso com o ensino superior público baiano.
Durante a mobilização, coordenadoras(es) das Associações Docentes das UEBA decidiram que permanecerão em vigília em frente à SEC por 24 horas. As direções buscam chamar o governo à responsabilidade para que abandone a postura de descaso e agende um encontro para tratar das reivindicações da categoria.
"O silêncio do governador é um desrespeito com a categoria e com as universidades públicas. Seguiremos organizados e em luta até que as negociações sobre as nossas pautas sejam retomadas", disse o professor Arturo Samana, vice-presidente da ADUSC.
Entre as reivindicações do movimento docente estão o cumprimento de direitos que vêm sendo desrespeitados, como o pagamento do adicional de insalubridade e dos anuênios retroativos; a derrubada dos reajustes abusivos do Planserv; o fim da lista tríplice para a escolha de reitores e reitoras; e a ampliação dos investimentos nas universidades estaduais, que tiveram mais de R$ 365 milhões cortados em 2025.
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