SECRETÁRIA COBRA AGENDAS DO SÃO JOSÉ E DIZ QUE PAGAMENTO À SANTA CASA NÃO É PROBLEMA
Sonilda Melo afirmou que os repasses seguem a produtividade dos serviços prestados pelo Hospital São José e detalhou a relação com a instituição
A relação entre a Secretaria Municipal de Saúde de Ilhéus e a Santa Casa de Misericórdia foi descrita pela secretária Sonilda Melo como de respeito e cordialidade. Durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, nesta terça-feira (29), ela explicou como funciona o contrato firmado com o Hospital São José e a forma de pagamento pelos serviços prestados à população.
Segundo Sonilda, o contrato é pós-fixado, ou seja, os pagamentos são realizados de acordo com a produtividade apresentada pela unidade. “Tudo que eles produzem, nós pagamos. É um contrato pós-fixado, de acordo com a produtividade que ele oferece à população”, afirmou.

A secretária também destacou que a Secretaria de Saúde tem buscado cumprir os pagamentos à instituição dentro dos prazos estabelecidos. Segundo ela, houve reuniões com o Ministério Público e com o provedor da Santa Casa, Osvaldo, para alinhar a questão. “Temos sempre tido esse respeito com a Santa Casa, para nos fazer honrados os pagamentos, junto com o senhor Osvaldo, que é o provedor. Fizemos reunião com o Ministério Público, com o doutor Pedro, alinhamos o limite do dia de pagamento e, assim, temos cumprido com a Santa Casa”, explicou.
Durante a entrevista, Vila Nova questionou Sonilda sobre uma possível capacidade do Hospital São José de ampliar a produção de serviços, mas que não estaria recebendo novas requisições. A secretária explicou que, para que os procedimentos sejam encaminhados pela Central de Regulação, é necessário que o hospital disponibilize previamente as agendas. “Para que ele receba as requisições, ele precisa abrir agendas, e essa agenda tem que estar na Central de Regulação para que os nossos marcadores ofertem à população”, disse.
Sonilda citou como exemplo os serviços de colonoscopia e endoscopia. De acordo com ela, atualmente esses procedimentos também são realizados na Policlínica Regional, mas há uma diferença relacionada ao perfil dos pacientes. “Hoje nós fazemos colonoscopia e endoscopia na Policlínica Regional, porém, para aquelas pessoas que não têm comorbidade, para aquelas pessoas que têm abaixo de 60 anos, a gente pode fazer na Policlínica”, explicou.
Já nos casos de pacientes com comorbidades ou com idade superior a 60 anos, segundo a secretária, a colonoscopia precisa ser realizada em ambiente hospitalar. “Porque, se tiver alguma intercorrência, o paciente está ali para ser pronto atendido”, afirmou.
Sonilda apontou que, nesses procedimentos, a dificuldade atualmente está relacionada à disponibilização das agendas pela Irmandade do São José. “O problema é que a gente não está recebendo a agenda da Irmandade do São José”, declarou.
Questionada sobre a execução do contrato e se o município teria dificuldades para pagar caso a Santa Casa alcançasse o limite contratado, a secretária afirmou que o pagamento acompanha o valor correspondente à produção. “Se tiver produção de um milhão e setecentos, não tem absolutamente nenhum problema”, afirmou Sonilda.
Ela reforçou que o município deve realizar o pagamento conforme o limite estabelecido no contrato.
Confira a entrevista completa:
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