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VEREADOR VINÍCIUS ALCÂNTARA TERIA EXIGIDO DUAS SECRETARIAS NO GOVERNO DO PREFEITO VALDERICO; CONHEÇA O CASO

VEREADOR VINÍCIUS ALCÂNTARA TERIA EXIGIDO DUAS SECRETARIAS NO GOVERNO DO PREFEITO VALDERICO; CONHEÇA O CASO
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 11/04/2026 20h41

Ex-aliados rompem após parlamentar condicionar apoio à nomeação de aliados para pastas; negativa motivou ataques públicos e queixa-crime por calúnia, injúria e difamação

Uma disputa que começou nos bastidores da política de Ilhéus chegou ao Judiciário com um elemento central: a exigência, por parte do vereador Vinícius Alcântara (União Brasil), de duas secretarias municipais logo após a eleição de 2024. A negativa do prefeito Valderico Junior (União Brasil) teria sido o estopim para uma série de ataques públicos do parlamentar, que agora responde a uma queixa-crime.

Segundo a ação judicial protocolada na 1ª Vara Criminal de Ilhéus, no dia 6 de abril, Vinícius Alcântara e Valderico Junior foram aliados durante a campanha eleitoral. Contudo, após a posse, o vereador teria solicitado ao chefe do Executivo municipal a cessão de duas secretarias municipais para serem geridas por sua indicação política. A justificativa do parlamentar, de acordo com o documento, seria a de garantir espaço na administração para sua base.

O prefeito, no entanto, negou o pedido sob um argumento constitucional: o respeito à separação dos Poderes. Valderico Junior entendeu que entregar pastas do Executivo a um vereador, ainda que aliado, violaria o princípio que impede o Legislativo de interferir diretamente na gestão administrativa do município.

A recusa teria irritado profundamente o vereador. Conforme a queixa-crime, foi a partir desse episódio que Vinícius Alcântara iniciou uma campanha sistemática de críticas e denúncias contra a prefeitura, utilizando suas redes sociais como principal tribuna.

Entre as publicações citadas na ação:

· Em 5 de março de 2026, o vereador questionou a merenda escolar, sugerindo que a gestão "maquiava a realidade".

· Em 25 de março, foi além, acusando a prefeitura de irregularidades como fraude, superfaturamento e desvio de recursos na compra de alimentos.

Além disso, o parlamentar também atacou a tarifa de ônibus e a instalação de radares eletrônicos — temas que, segundo a defesa do prefeito, nunca tiveram provas concretas.

As investidas do vereador, no entanto, não prosperaram. O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia indeferiu um pedido de fiscalização sobre o contrato da merenda escolar por falta de elementos mínimos de prova. Ações questionando os radares e a tarifa de transporte também foram julgadas improcedentes.

Diante do que considera uma perseguição motivada pela negativa das duas secretarias, Valderico Junior ingressou com queixa-crime por calúnia, injúria e difamação. A defesa do prefeito sustenta que as falas do vereador ultrapassaram a imunidade parlamentar, já que foram feitas em tom pessoal e sem relação direta com o exercício do mandato.

Se condenado, Vinícius Alcântara pode perder o cargo e ficar inelegível. O caso corre em segredo de Justiça, mas já é tratado como um marco na relação entre os Poderes em Ilhéus.

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