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VILA NOVA DIZ QUE ABSOLVIÇÃO DE THIERRY JÁ ERA ESPERADA PELA SOCIEDADE. "INVESTIGAÇÃO FOI MAL FEITA"

VILA NOVA DIZ QUE ABSOLVIÇÃO DE THIERRY JÁ ERA ESPERADA PELA SOCIEDADE. "INVESTIGAÇÃO FOI MAL FEITA"
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 04/11/2026 12h46

Durante O Tabuleiro, comunicador criticou a condução das investigações sobre a morte das três mulheres na Praia do Sul e afirmou que a Polícia Civil falhou ao não apresentar provas suficientes para sustentar a acusação

A absolvição de Thierry Lima da Silva da acusação de matar três mulheres na Praia do Sul, em Ilhéus, no dia 15 de agosto de 2025, foi comentada pelo comunicador Vila Nova nesta quarta-feira (04), durante o programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM. Para ele, a decisão judicial já era esperada por parte significativa da população, diante das informações divulgadas ao longo da investigação, especialmente sobre a ausência de provas materiais que vinculassem o acusado aos assassinatos.

Vila Nova afirmou que, à medida que o tempo passava, ganhava força a percepção de que Thierry não seria o autor do triplo homicídio. Ele destacou que a Polícia Técnica não encontrou vestígios que o relacionassem às mortes e criticou a condução dos trabalhos policiais. "A investigação foi extremamente mal feita, uma investigação sem pé e sem cabeça", declarou.

O comunicador também relembrou as condições em que o local do crime foi encontrado nos primeiros dias após a descoberta dos corpos. Segundo ele, a área foi bastante movimentada e sofreu interferências antes da realização adequada dos trabalhos periciais, o que teria prejudicado a coleta de vestígios. Na avaliação de Vila Nova, a pressão da sociedade por uma resposta rápida acabou influenciando a atuação das autoridades.

Para ilustrar sua crítica, ele recuperou uma história que já havia contado no programa, comparando a apresentação de Thierry como suspeito a uma situação em que a polícia, pressionada a encontrar um culpado, apresenta um cachorro ensanguentado como se fosse o porco que procurava. Com a comparação, Vila Nova questionou se a necessidade de dar uma resposta à população não teria levado à escolha de um suspeito sem provas suficientes.

Outro ponto abordado foi o enquadramento do caso como latrocínio, roubo seguido de morte. Vila Nova questionou a informação de que R$ 30 teriam sido roubados das vítimas e explicou que, por ter sido tratado como latrocínio, o processo foi julgado pela Justiça comum, e não pelo Tribunal do Júri. Para ele, a decisão de absolver Thierry demonstra que os elementos reunidos não foram suficientes para comprovar a autoria dos crimes.

O comunicador também esclareceu que a absolvição nesse processo não significa que Thierry será colocado em liberdade. Segundo ele, o acusado continua preso por outro homicídio, o de Lucas dos Santos Nascimento, que morreu após ser espancado em agosto de 2025. Vila Nova afirmou que, nesse caso, existem elementos que apontam para a participação de Thierry.

Sobre a possibilidade de recurso do Ministério Público, o apresentador considerou natural que a instituição recorra da decisão, mas demonstrou ceticismo quanto à possibilidade de mudança no resultado. Ele também avaliou que a Polícia Civil não conseguiu identificar os responsáveis pelas mortes das três mulheres e que o caso corre o risco de entrar para a lista de crimes sem solução.

Vila Nova ampliou as críticas à estrutura da Polícia Civil da Bahia e defendeu uma reformulação no modelo de investigação e atendimento à população. Como exemplo, mencionou relatos de pessoas que enfrentam dificuldades para registrar ocorrências nas delegacias, citando o caso apresentado no programa na semana anterior, envolvendo a morte de um homem identificado como seu Edvaldo, após agressões.

Na avaliação dele, o modelo de Segurança Pública do estado está defasado e não consegue atender às demandas da sociedade. Ele ressaltou que, embora o Ministério Público tenha apresentado a denúncia com base no trabalho da Polícia Civil, a Justiça, ao analisar os autos, entendeu que não havia provas suficientes para condenar Thierry.

Ao concluir sua análise, Vila Nova afirmou que a sociedade continua sem resposta sobre quem matou as três mulheres na zona sul de Ilhéus e responsabilizou o Estado pela falha na elucidação do crime. "O Estado deve mais uma para a sociedade. É isso que eu acho, é isso que eu penso", finalizou.

Confira: 

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