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O Tabuleiro

Diran Filho

Diran Filho

UM RECORTE POLÍTICO

Desde a Eleição de 2014, onde sagrou-se eleita a Presidente Dilma Roussef, houve uma mudança significativa da participação e acompanhamento popular na Política. Uma série de fatores podem ser apontados para este aumento na participação: Amadurecimento político-democrático; Existência de Redes Sociais mais ativas, em especial whatsapp; divisão do eleitorado nas eleições de 2014 e 2018; Insatisfações com o Governo; Crises e etc.

O que ficou inalterado desde o ano de 2014 até o presente momento é uma clara divisão de 40% da população, onde 20% apoia o governo e os outros 20% o defenestram, seja quais forem os governantes ou atos que pratiquem. Óbvio que, com a mudança de Governo de Esquerda do PT para um Governo de Direita do atual Presidente Bolsonaro, quem era contra virou a favor e vice versa. Parece mais uma torcida de futebol, do que propriamente uma avaliação da Gestão e dos atos Presidenciais.

Os 60% que ficaram de fora da contabilidade supramencionada buscam avaliar com menos influência da paixão o governo, bem como os nomes que se colocam na disputa eleitoral, para então optar por quem deve receber seu apoio (voto) e promover a aplicação das políticas públicas que o representam.

O Brasil possui uma Democracia Jovem, que ainda é claudicante e tem muitos erros, mas que vem amadurecendo com o aprendizado de tais erros, creio eu.

O sociólogo Erving Goffman afirma que somos todos atores sociais. Com isso creio que representamos vários papeis (pai, filho, amigo, esposo, profissional), mesmo sendo apenas um indivíduo só. Dessa forma, nada impede que em um dos papeis sociais que atuemos sejamos ruim e em outro bom. Quem nunca ouviu o comentário que “fulano” é ruim marido mas é ótimo pai, ou que “Tal” pessoa é gente boa mas péssimo profissional???

Contudo, quando estamos diante de um Político para avalia-lo muitas vezes levamos em consideração fatores que nada terão a ver com o exercício do cargo pleiteado. Não é incomum ouvirmos de alguém que votou em determinado candidato justificar o voto por tal candidato(a) ser bonito(a), engraçado(a), amigo(a), bom pai/mãe(a), carismático(a), por exemplo.

Penso que devemos avaliar o Político por suas ideias, pela capacidade que o mesmo terá de desenvolver a função pleiteada (Prefeito, Vereador, Deputado, Senador, Presidente), se o político já teve/tem mandato, pelo que efetivamente desenvolveu em prol da população e ações efetivamente benéficas, e se isso o habilita a continuar exercendo a função pública.

Segmentar a avaliação, deixando de lado características do ator social que em nada influenciará a atuação política do agente que pleitea ser um representante, facilita a escolha adequada da pessoa que mais terá condição de representar aquilo que você gostaria de ver posto na política (local, estadual ou federal).

Assim agindo, o eleitorado conseguirá aumentar a possibilidade de efetivamente estar sendo representado por um Político que tenha condição de exercer a função, e que estando nela possa corresponder as suas expectativas, defendendo as “bandeiras” que correspondem ao que o seu eleitor depositou como confiado à sua representação, afastando o famigerado arrependimento eleitoral.

DIRAN FILHO, Agricultor, Advogado, Professor Universitário, especialista em Administração Pública e Direito Eleitoral, Ex-Procurador Geral dos Municípios de Barra do Rocha e Santa Luzia, Ex- Procurador do Meio Ambiente e Trânsito do Município de Ilhéus, Ex-Consultor jurídico dos Município de Maraú e Ubaitaba, Ex-Consultor da Câmara de Vereadores de Ubatã e Ubaitaba, Ex-Conselheiro do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Ilhéus, Ex-Diretor Jurídico do Colo-Colo de Futebol e Regatas.

Por: Redação O Tabuleiro
Dia 24/03/2021 16h52

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