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“O NOSSO CONGRESSO SEQUESTROU O ORÇAMENTO DA UNIÃO”, DIZ BEBETO GALVÃO AO FALAR SOBRE PAPEL DO DEPUTADO FEDERAL

“O NOSSO CONGRESSO SEQUESTROU O ORÇAMENTO DA UNIÃO”, DIZ BEBETO GALVÃO AO FALAR SOBRE PAPEL DO DEPUTADO FEDERAL
Por: Redação O Tabuleiro
Dia 13/04/2026 10h18

Pré-candidato pelo PSD critica volume de emendas parlamentares e defende atuação voltada a temas nacionais e desenvolvimento regional

Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (13) ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, conduzido pelo apresentador Vila Nova, o pré-candidato a deputado federal pelo PSD, Bebeto Galvão, falou sobre o papel dos parlamentares em Brasília e criticou o atual modelo de destinação de recursos por meio de emendas.

Ao responder à pergunta sobre o que um deputado pode fazer além de destinar emendas para os municípios, Bebeto afirmou que a sociedade acompanha com atenção o que acontece no Congresso Nacional e fez uma crítica direta ao modelo atual. “A sociedade fica muito atenta aos movimentos que ocorrem em Brasília, sobretudo na Câmara dos Deputados, e se fala muito das emendas que, em verdade, eu penso que o nosso Congresso sequestrou o Orçamento da União”, declarou.

Segundo ele, os valores destinados aos parlamentares são elevados. “Você tem emendas de um deputado hoje que correspondem a 80, 100 milhões, deputados que são 150 milhões, dependendo da estatura e da liderança que ele exerce no âmbito do Congresso Nacional, e que aplica de forma discricionária, gerando o impedimento para o Presidente da República ter projetos mais estruturados”, afirmou.

Bebeto destacou ainda o volume total desses recursos. “Hoje a soma dessas emendas entre o Congresso Nacional, e aí fala Câmara e Senado, totalizam quase 80 bilhões anuais. Quase 80 bilhões anuais, é muito dinheiro”, disse.

Apesar disso, ele questionou a forma como esses recursos são aplicados. “Ele atende apenas para os interesses de uma cidade e de outra, que é importante, mas não é suficiente para você fazer um desenvolvimento regional”, pontuou.

O pré-candidato também comparou o modelo brasileiro ao de outros países. “Eu acho que nós entramos numa ciranda diferente de qualquer outro país do mundo. Todas as democracias maduras, mesmo os Estados Unidos, que há um compartilhamento entre Congresso e Presidência da República na aprovação do orçamento, não há essa apropriação do orçamento da União de qualquer país do mundo pelo Parlamento”, afirmou.

Ele defendeu maior controle e transparência na aplicação dos recursos. “É importante que o Parlamento tenha orçamento, mas é importante também que tenha de modo parcimonioso, não da forma que você tem hoje, que é muito grande e às vezes sem rastreabilidade, sem um projeto estruturado”, disse.

Ao falar sobre o papel do deputado federal, Bebeto afirmou que a atuação não pode se limitar a interesses locais. “Os deputados não podem ficar circunscritos, parados, pensando em um tema apenas da cidade. Ele é um deputado nacional”, declarou.

Segundo ele, o parlamentar deve atuar em temas amplos. “Tem temas fundamentais à sociedade brasileira, ao povo brasileiro, como um projeto nacional de desenvolvimento, que incorpora o debate sobre ciência e tecnologia, sobre desenvolvimento agrário, sobre desenvolvimento rural, humano, sobre reforma tributária”, afirmou.

Ele também criticou o aumento de tributos sobre o setor produtivo. “Nós não podemos ter uma escalada de tributos acentuada sobre quem produz neste país”, disse.

Durante a entrevista, Bebeto citou como exemplo de pauta nacional a proposta conhecida como “PL do Gari”. “Vai tratar do piso nacional para os trabalhadores da limpeza urbana de cada município, mais estabelecer 40% de insalubridade, mais aposentadoria especial”, explicou. Segundo ele, esse tipo de medida tem impacto direto nos municípios. “Vai impactar os trabalhadores da limpeza urbana da cidade de Ilhéus”, afirmou.

Ao relembrar sua atuação como deputado federal, Bebeto disse que priorizou temas econômicos da Bahia. “Ninguém tratou mais dos temas econômicos da Bahia do que eu, de estaleiro, de ZPE, da FIOL, a gente bateu o tempo inteiro da ferrovia, de Porto Sul”, declarou. Ele afirmou que esses projetos são estruturantes. “Têm impacto direto na geração da riqueza, na melhora do padrão de vida social da nossa gente”, disse.

Bebeto também citou um episódio envolvendo a suspensão de voos para Ilhéus. “Chamei o presidente da Azul. Foi a diretora de relações institucionais ao meu gabinete. Fizemos uma conversa dura. Acionei o governo do estado e fui à Anac exigir uma posição”, afirmou.
Para ele, esse tipo de atuação é essencial. “É voz da cidade, voz da região elevando os temas que interessam à vida da nossa gente”, declarou.

O pré-candidato defendeu ainda que é necessário ter parlamentares atuantes. “Não é só ter um deputado, é ter um deputado com coragem, que possa levantar a sua voz em defesa da sua cidade e da região”, disse.

Ao final, Bebeto criticou a concentração econômica na Bahia. “A região metropolitana de Salvador detém 40% do PIB de toda a Bahia”, afirmou. Ele defendeu um novo modelo de desenvolvimento. “O modelo de desenvolvimento que nós temos deve ser alterado, deve levar em consideração a territorialização”, disse, ao destacar a importância de investimentos em diferentes regiões do estado.

Segundo ele, o deputado federal deve estar atento a essas questões. “Cabe ao deputado federal do seu estado fazer a reflexão sobre quais são os equipamentos econômicos importantes que gerem desenvolvimento, renda e riqueza”, concluiu.

Confira a entrevista completa:

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