“TODO MÊS A PESSOA RECEBIA R$ 50 MIL”, DIZ OSVALDO SOBRE SALÁRIOS NA SANTA CASA DE ILHÉUS
Provedor afirma que havia pagamentos de até R$ 50 mil no Hospital São José e que a folha caiu de R$ 1,14 milhão para pouco mais de R$ 600 mil
O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, Osvaldo Jorge Sousa, afirmou nesta segunda-feira (31), durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM, que havia salários de até R$ 50 mil mensais no Hospital São José antes da atual gestão.
A declaração foi dada após o comunicador Vila Nova questionar por que a folha de pagamento da Santa Casa chegava a R$ 1,14 milhão, mesmo com o hospital, segundo o próprio provedor, praticamente sem atividade e atendendo naquele período cerca de oito a dez pacientes. “Salário de vinte e sete mil, tinha salário de quarenta mil, tinha salário de cinquenta mil”, afirmou Osvaldo. Em seguida, ao ser perguntado se a pessoa recebia esse valor todos os meses, respondeu: “Todo mês a pessoa recebia cinquenta mil reais”.
Osvaldo também mencionou um agente administrativo que recebia R$ 27 mil.
Segundo o provedor, a redução desses pagamentos fez parte das medidas adotadas pela atual gestão para diminuir a folha. “A folha de R$ 1.140.000 caiu para R$ 600.000”, afirmou.
Osvaldo disse que a redução ocorreu mesmo com uma mudança na situação do hospital. Segundo ele, quando a atual gestão assumiu, o São José estava praticamente fechado, com poucos pacientes e sem produção. Atualmente, afirmou que o hospital voltou a ter maior movimentação.
O provedor também declarou que a atual diretoria não recebe remuneração da Santa Casa. “Essa nova diretoria, eu, Oswaldo Jorge Souza e o resto da nossa diretoria não recebemos um centavo da Santa Casa”, disse.
Ele afirmou ainda que a mesa diretora da instituição não poderia receber dividendos, conforme o estatuto. Segundo Osvaldo, uma reforma estatutária deverá ser realizada para estabelecer novas regras e deixar as normas da entidade mais claras.
Durante a entrevista, o provedor também afirmou que integrantes da Irmandade foram desligados e relacionou parte dos desligamentos a questões previstas no estatuto, incluindo situações envolvendo ações judiciais contra a instituição e recebimento de valores que, segundo ele, não poderiam ser pagos.
Osvaldo afirmou ainda que algumas das pessoas desligadas da instituição recorreram à Justiça após as medidas adotadas pela gestão.
Segundo ele, a redução da folha foi possível após a saída de pessoas que recebiam os salários considerados elevados. A medida, afirmou, fez parte das mudanças realizadas para adequar as despesas à realidade da Santa Casa.
Outro ponto citado pelo provedor foi a diferença entre a estrutura de pessoal e a atividade do hospital no período anterior à atual gestão. Segundo Osvaldo, a Santa Casa tinha uma folha de R$ 1,14 milhão enquanto atendia aproximadamente oito a dez pacientes e praticamente não apresentava produção.
Confira a entrevista completa:
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